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Viação Joana Darc em Linhares luta para evitar colapso

A redução no número de passageiros é impressionante.

04/06/2020 12h23 Atualizada há 5 meses
Por: Redação
Viação Joana Darc em Linhares luta para evitar colapso

O isolamento social causado pelo Coronavírus causou uma redução drástica na demanda por transporte coletivo em Linhares. A Viação Joana Darc amarga prejuízos e luta para manter todo o quadro de colaboradores.

Em Linhares, já houve redução de 75% no mês de março e de 60% a partir de abril no número de passageiros se comparado ao período anterior ao da pandemia. No município, 405 pessoas são empregadas pela Viação Joana Darc.

Como a parcela mais significativa do custo de produção dos serviços diz respeito ao custo de pessoal – que é da ordem de 47% dos custos totais –, a brutal queda na arrecadação deixou a empresa fragilizada para quitar despesas correntes e cumprir suas obrigações trabalhistas com os motoristas, cobradores, fiscais e com o pessoal administrativo e de manutenção.

Desta forma, com a drástica redução do número de passageiros, houve a necessidade de diminuir a quantidade de veículos em operação, para garantir o atendimento da população e, ao mesmo tempo, reduzir os custos operacionais.

“Com o desequilíbrio entre oferta e demanda, esta empresa operadora, cuja remuneração depende exclusivamente da arrecadação proveniente do pagamento das tarifas, já que não existe quaisquer subsídios governamentais destinados à empresa, ao contrário de variadas cidades brasileiras, inclusive do nosso Estado, se deparou com numa situação extremamente delicada”, afirmou o diretor administrativo, Antonio Luiz Comério.

Além de administrar as contas com uma demanda baixa de usuários, a empresa precisou tomar medidas de prevenção, que não eram planejadas no orçamento de 2020, e que pesaram no bolso, como a compra de álcool em gel, máscaras e a liberação de alguns colaboradores em situação de risco.

Outro ponto crítico é que parte da frota parada na garagem também gera custos, como o pagamento da mão de obra contratada, para a depreciação dos ativos e para o pagamento das despesas administrativas e dos tributos incidentes. “A empresa deixa de pagar apenas a parcela referente ao custo variável, ou seja, combustível, pneus e câmeras e peças de reposição dos 35 carros com ar refrigerado que foram retirados da operação por determinação legal. Os demais custos permanecem inalterados, porque independem da circulação dos veículos”, ressaltou Comério.

Uma pesquisa publicada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística detectou que dentre os 5.570 municípios brasileiros, 1.679, ou seja, apenas e tão somente 30% contavam com transporte intramunicipal por ônibus até 2017. Desta forma, incríveis 3.891 municípios brasileiros, ou seja, 70% não possuem o serviço de transporte de passageiros por ônibus. “Diante da atual realidade, infelizmente, Linhares corre sério risco de fazer parte do grande número de municípios brasileiros que não possuem transporte coletivo de passageiros por ônibus regular. Sem apoio governamental, nossas forças estão acabando”, finalizou Comério.

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