
A semana será marcada pelo julgamento do autor de um dos crimes que chocaram Linhares em 2019. Preso desde 02 de agosto daquele ano, quando se apresentou na Delegacia de Proteção à Pessoa de Linhares –DHPPL, Tarcísio Santos Cortêz, suspeito de ter assassinado a professora Suellen Sousa Silva, 33 anos, enfrentará o júri popular quarta-feira, dia 15, no Fórum Desembargador Mendes Wanderley. O julgamento está marcado para às 9h. A vítima, que era muito querida na cidade, sobretudo no bairro Interlagos, onde morava, foi morta dentro de casa, e o autor era ex-namorado dela. O crime aconteceu na parte da manhã, coincidentemente também em uma quarta-feira.
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O crime de feminicídio (qualificação quem encontramos na consulta no site do TJES) chocou a comunidade, e as informações davam conta de que o autor teria invadido o imóvel onde a vítima residia. Na 1ª Vara Criminal da Comarca de Linhares, o processo corre em segredo de justiça, e não tivemos como pegar mais detalhes. Consta na consulta, que o Pedido de Prisão Temporária para Ação Penal de Competência do Júri aconteceu no dia 30 de agosto de 2019.
Namoro – “Eles namoraram cerca de 1 ano. Ele tratava todo mundo bem, pedia até benção pra minha mãe”, conta Jéssica, irmã da vítima. “Fez todo mundo acreditar que ele era uma boa pessoa. Quando minha irmã descobriu que ele tinha outra mulher, ela terminou com ele, e foi aí que começaram as perseguições, pois ele não aceitava o término. Aí começou a ameaçá-la e tirou a vida dela”, relatou, bastante emocionada.
Mãe passa a tomar remédios controlados, e pai faleceu – Desde o dia do crime, a família acabou sendo praticamente deteriorada pela dor. Jéssica contou que a vítima morava com os pais, e que a mãe toma remédio controlado até hoje. Já o pai, nem terá como acompanhar o júri. “Meu pai faleceu em maio deste ano, foi de Covid, mas todo mundo sabe que a tristeza estava consumindo ele”, conta a irmã da vítima.
E ela continuou: “É muito difícil tudo que aconteceu. Ele (o autor) enganou todo mundo. Ele mentiu tudo sobre a vida dele. Ele tinha uma família em outra cidade e acabou com a vida da minha irmã, que era professora, batalhadora, uma menina que só pensava em crescer na vida, realizar seus sonhos. Ela tinha acabado de comprar o seu AP (apartamento)”, detalhou.
Ainda segundo Jéssica, Suellen também comemorava com felicidade plena uma nova conquista na área profissional: “Ela foi chamada pra trabalhar no Estado, que era o sonho dela. Ela estava muito feliz. Perdi minha irmã e meu pai em menos de 2 anos. É muito difícil lidar com tudo isso”, concluiu aos prantos.
A defesa do réu tem espaço aberto caso queira se manifestar: 27 99808-4347.
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