
“Sou Yara Barreto, nora de Wanderson Corcine, dono de duas, e não de três barracas citadas ontem (9). Trabalho no local e moramos na Lagoa Nova”. Assim se pronunciou a leitora Yara Barreto, ao procurar a nossa Redação na manhã deste domingo (10), a fim de dar sua versão e dos demais que atuam nas barracas denunciadas no dia anterior por uma veranista do balneário de Pontal do Ipiranga, litoral de Linhares. As barracas ficam na área do Riozinho.
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Ela então detalhou: “Para começar são duas barracas, a terceira é de outro senhor que chegou e montou para venda de cocos. Em tempos de pandemia estamos todos usando máscara e temos álcool em gel, água e sabão para lavagem das mãos. Nossos alimentos são todos preparados no dia que vai ser consumido, e com toda higiene. Todos os nossos fregueses amam e pedem que não saímos daqui, mas hoje é o nosso último dia nesse ponto, pois os senhores da cabana dizem que esse ponto é privado. Porém, Estaremos em outro ponto para atendermos a todos”, disse ela.
A ambulante também nos enviou uma notificação que o sogro recebeu da Prefeitura de Linhares no dia 1º de janeiro, e o documento assinado por dois fiscais especifica o local como ponto de venda de pasteis e água de coco, pedindo a retirada imediata das barracas sob pena de multa. “Não poderíamos ficar dentro do asfalto, e no estacionamento poderíamos trabalhar. O asfalto pertence à Prefeitura”.
Em seguida, Yara citou o nome de um político, dono do lote onde as barracas foram montadas. “Ele liberou para que nós pudéssemos trabalhar”, acrescentou. Nós não conseguimos contato com o político, e por isto ele não terá o nome divulgado.
Perguntamos para onde as duas barracas irão, e ela respondeu: “Antes de chegar no Riozinho, antes da cabana tem uma entrada à direita. Lá é livre, pertence à Marinha, mas é liberado para qualquer vendedor ambulante. Estamos apenas defendendo nosso sustento dignamente, só isso”, concluiu ela.
Sobre a higiene, Yara voltou a explicar que “todos que trabalham nas barracas usam máscara”, e que nas barracas tem álcool em gel, água e sabão para lavagem das mãos. Repetiu também que “os alimentos são todos preparados no dia que vai ser consumido, e com toda higiene”.
Perguntamos sobre a existência de banheiro sanitário, e ela falou que o público apenas compra o que vai consumir, e que ela, o sogro e demais que trabalham nas barracas têm uma casa alugada, no próprio balneário, e que a usam para este fim.
Ainda neste sábado (9) nós enviamos demanda sobre o assunto à Prefeitura de Linhares, através do contato divulgado pelo setor de comunicação para o plantão de fim de semana. A mensagem foi lida, mas até agora não foi respondida.
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