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Polícia Desespero de mãe

Quero justiça, diz mãe de garotinha assassinada no Planalto. Hoje ela completaria 3 anos

Delegado fala sobre como está o caso. Na mesma ocasião uma mulher de 49 anos foi morta e uma adolescente baleada.

04/01/2021 12h39 Atualizada há 3 semanas
Por: Redação
Quero justiça, diz mãe de garotinha assassinada no Planalto. Hoje ela completaria 3 anos

Ainda em estado de choque e muito emocionada, Katriny Dias Mendes falou com o Site Eu Vi em Linhares sobre a tristeza que sente nesta segunda-feira (4), dia em que a filhinha dela, Heloisa Dias Nascimento, completaria 3 anos. Heloisa teve a vida ceifada por um tiro.

Chorando, a mãe lembrou que a menina nasceu às 18:55, no Hospital Rio doce, no dia 04 de janeiro de 2018. Ela foi morta durante um acerto de contas de atiradores com os vizinhos. Na ocasião, no dia 2 de dezembro último (2020), Sandra dos Santos Calixto, de 46 anos, e uma adolescente, filha de Sandra, foram baleadas. Sandra morreu e a adolescente sobreviveu.

A menina foi levada para o Hospital Geral de Linhares (HGL), e uma equipe de profissionais fez de tudo para tentar salvá-la, mas sem êxito. Katriny foi tomada pelo desespero. “Hoje está sendo difícil, pra falar a verdade, não sei nem como consigo falar. Eu quero justiça, quero uma resposta da polícia, quero os assassinos presos!”, disse ela.

Ao enviar as fotos em destaque, a jovem mamãe, que tem 20 anos e busca forças na outra filha de 4 e na que traz no ventre (ela está grávida de 7 meses), legendou com emojis de pranto. “Eu quero justiça. Não durmo direito e estou traumatizada. Vi minha filha morrendo nos meus braços e não pude fazer nada para tirar a dor dela. Quem fez isso tem que pagar, pois minha filha era inocente e não era o alvo deles”, completa.

Perguntamos onde Katriny estava quando a filha foi morta: “Estava no local também, mas na hora dos tiros tinha entrado em casa, que é na frente onde tudo aconteceu, e deixei minha filha com a vizinha, a que morreu também. Não sei explicar o que senti quando a vi ensanguentada. A última vez que a vi viva foi quando coloquei a blusinha nela, pois já estava anoitecendo”, contou.

Sobre os pertences da menina, a jovem comentou: “As coisinhas dela minha mãe separou tudo e guardou, para evitar mais dor. Só que não adianta, tudo me lembra ela. Minha filha era muito esperta, uma menina inteligente para idade que tinha. Ir dessa forma foi muito bruto”, detalha.

E ela continuou: “Ela estava brincando quando tudo aconteceu. Hoje ela estaria completando 3 aninhos. Ai que dor que sinto, meu Deus. Arrancaram tudo de mim. Por favor, me ajudem, quero justiça. Quem sabe onde estão os assassinos, avise a polícia”, concluiu a mulher.

Nós buscamos uma resposta junto a Polícia Civil, que reforçou o pedido da mãe, para que as pessoas denunciem no 181, e acrescentou que o caso segue em investigação, porém, sem prisões.

A dificuldade maior é a relação do crime com o tráfico de drogas. É excessivo o medo que as pessoas têm dos traficantes, mas existe como denunciar com segurança, sai de casa, ligue de outro lugar, o 181 é uma ligação gratuita e pode ser feita de qualquer aparelho”, disse o delegado Tiago Cavalcante.

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