
Pensa num vovô tipo garotão, não por vaidade, mas pela esperteza, agilidade, dinamismo de resolver tudo. Assim era Nestor Rodrigues Alves, 84 anos. Ele adorava andar de bicicleta e, segundo a filha Raquel dos santos Alves, vivia “pra cima e pra baixo” com a magrela, mas tomava os cuidados necessários para evitar o contágio da Covid-19.
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Mas ele foi “pego” pelo novo coronavírus. Os sintomas da Covid-19 surgiram, segundo a filha, há duas semanas. “Ele foi internado no Hospital Geral de Linhares dia 22 (de dezembro) e agora nós o perdemos para essa doença”, comentou a filha. Nestor morreu neste sábado (2), às 14h.
Flamenguista e sempre com toda a saúde, nos aniversários os filhos não deixavam passar em branco, e lá estavam com o bolinho vermelho e preto para os parabéns à Nestor. Ele morava no bairro Aviso há muitas décadas e era conhecido por todos.
No velório, aliás, no cortejo marcado para às 10h deste domingo (3) - pois quem morre de Covid-19 não pode ser velado-, o agora saudoso esperto vovó que teve 12 filhos, 26 netos e 15 bisnetos, receberá a última homenagem na Avenida Paraná, mas em um caixão lacrado e dentro do carro funenário, em breve parada no número 465. Depois o corpo será transportado até o Cemitério do Planalto.
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