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Pandemia: Joana Darc luta para pagar fornecedores em dia e preservar empregos e salários

Em março a redução do giro de catracas foi de 75%, e em abril, a queda superou 60%.

06/05/2020 12h44
Por: Redação
Pandemia: Joana Darc luta para pagar fornecedores em dia e preservar empregos e salários

Diante do isolamento social causado pelo Coronavírus, a queda no número de passageiros dos ônibus em Linhares impressiona.  Em março houve redução de 75% do giro de catracas Em abril, a queda foi superior a 60%. 

Para agravar a situação, a empresa ainda foi obrigada a tomar medidas de prevenção, que não eram planejadas no orçamento de 2020, e que pesaram no bolso, como a compra de álcool em gel, máscaras e a liberação de alguns colaboradores em situação de risco. “Foram medidas necessárias e muito importantes, mas nossa receita caiu drasticamente, o que nos deixa preocupados, já que ainda há um número alto de gratuidades”, disse o diretor administrativo da Viação Joana Darc, Antonio Luiz Comério. 

A direção da Viação Joana Darc informou ainda que busca por todos os meios legais preservar os empregos e manter em dia os salários dos colaboradores, bem como honrar seus compromissos com os fornecedores. “É hora da união de todos para tentar preservar a sobrevivência da empresa, mesmo em meio à queda de passageiros e de arrecadação”, frisou o diretor administrativo.

A empresa esclarece que até o momento não recebeu nenhuma ajuda governamental: estadual, municipal ou federal, e registra que muitas empresas desaparecerão, levando inúmeros desempregados a sofrer as consequências. Destaca também que está consciente da gravidade da situação no Brasil e no mundo, em decorrência da pandemia – tão divulgada pelos meios de comunicação.

Lamenta ainda a dificuldade por que passa a empresa Flecha Branca, de Cachoeiro do Itapemirim (ES), cujos motoristas e demais funcionários cruzaram os braços nesta terça-feira (5), de acordo com matérias divulgadas na imprensa. A Flecha Branca alega dificuldades financeiras, agravadas pela queda de demanda devido à crise ocasionada pela pandemia da Covid-19. E seus colaboradores reclamam de atrasos nos pagamentos dos salários que, em alguns casos, chegam há três meses.

A imprensa também divulga a dificuldade de empresas da Grande Vitória. Depois de 13 dias, os rodoviários que atuam no transporte coletivo de Vitória encerraram a greve. Motoristas e cobradores contra o atraso de salários da Viação Tabuazeiro, mas funcionários de outras duas empresas também aderiram ao movimento para apoiar os colegas.

Já em Guarapari, funcionários da empresa de transporte coletivo Expresso Lorenzutti fizeram uma manifestação no dia 5 de maio, em frente à garagem da empresa. A motivação inicial foi o fato de 34 funcionários da Expresso Lorenzutti entrarem em aviso prévio, após o comunicado de demissão da empresa.

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