Segunda, 10 de Agosto de 2020
27 99808-4347
Polícia Nova Esperança

Defesa pediu: Justiça revoga prisão preventiva de jovem que matou Magrão

O crime foi no à luz do dia, no bairro Nova Esperança.

07/12/2019 11h32
Por: Redação
Defesa pediu: Justiça revoga prisão preventiva de jovem que matou Magrão

A justiça revogou a prisão preventiva de Bruno Alves, 41 anos, apontado como autor do assassinato que vitimou Leivson da Silva Assunção, o Magrão. O crime aconteceu no dia 13 de junho do ano em curso, pouco depois das 11h, na Rua Alameda Bom Jardim, bairro Nova Esperança (Clique aqui e confira a notícia sobre o crime).

Conforme a denúncia, a vítima comercializava crack no bairro Nova Esperança, e decidiu cobrar, na residência de Bruno, uma dívida de R$20,00 referentes a duas pedras de crack.

Ainda segundo a denúncia, as partes tiveram uma luta corporal e o denunciado teria derrubado a vítima ao chão, ido em sua residência onde pegou o perfurador de coco, e desferiu diversos golpes que resultaram na morte de Magrão.

O que diz a defesa

As palavras da defesa do denunciado, na pessoa do advogado Deo Moraes Dias, dizem: “Após a audiência de instrução, pode-se claramente observar que os fatos apurados são completamente diferentes entre si, pois no Boletim Unificado, a narrativa é de que a vítima procurou por várias vezes, usando de ameaças contra o acusado, receber uma dívida de compra de drogas”.

A defesa ainda alegou que a vítima, após vender a droga, teria ido três vezes à residência do acusado, em intervalos bem curtos, e a partir da segunda vez, a vítima já teria chegado ao local procurando e xingando o acusado.

Após a terceira cobrança, ainda de acordo com a defesa, a esposa do denunciado chamou o filho, enteado dele, para que o mesmo pudesse ajudar a amenizar o conflito, e este teria ido, depois de se inteirar da situação, até a casa da vítima e lhe perguntado quanto o seu padrasto lhe devia, propondo a pagar a dívida com a vítima.

Ficou, então, acordado, que o enteado do acusado quitaria o débito até às 18, afirma a defesa. Contudo, a vítima teria voltado à residência do autor bem antes do horário combinado, e aconteceu a briga. Magrão teria, inclusive, desferido um golpe com um pedaço de ferro que teria atingido o pescoço de Bruno, que por sua vez derrubou a vítima, encontrou o perfurador de coco e a matou. O objeto era usado pela família quando esta comercializava água de coco verde.

A defesa ampliou a fala e conseguiu mostrar que o pedaço de ferro usado pela vítima superava o tipo de arma usado pelo autor. Desse modo, a defesa do acusado, que foi feita pelo advogado criminalista citado acima, defendeu a tese de que o autor agiu em legítima defesa.

A resposta
Na quinta-feira (5), o juiz da 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri de Linhares acatou o pedido da revogação da prisão preventiva e concedeu a liberdade provisória, expedindo o alvará de soltura.

O advogado ressalta que, embora o acusado esteja em liberdade, o processo continua normalmente, e que desta decisão que concedeu a liberdade provisória ao acusado, ainda cabe recurso pelo Ministério Público.

13 comentários
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias