
Um movimento marcado para a próxima segunda-feira (12), e que é organizado por cafeicultores independentes do Norte do Espírito Santo, promete movimentar Linhares, mais precisamente no Trevo da BR-101, em Rio Quartel, e às margens da rodovia. A organização antecipa que a BR não será fechada.
De acordo com a organização, este será o primeiro movimento dos cafeicultores em questão, e o objetivo será reivindicar dos governos Federal e Estadual a criação de regras de exportação; Fazer valer preço mínimo estipulado pela Constituição; Cobrar uso estratégico de estoque; Fomentar o consumo do café com preço justo; Cobrar medidas para que o cafeicultor se mantenha na cultura sem migrar para cidade; e renegociação de dividas.
Um cafeicultor disse ao Site Eu Vi em Linhares que o ponto principal da reivindicação é o que a CONAB, junto as grandes Cooperativas e Indústrias, vem interferindo no preço mínimo da saca. “Em carta para Administradores do movimento Armando Matielli, presidente da SICAL (Sindicato Nacional dos Cafeicultores) esclareceu e externou algumas duvidas de forma sucinta”, disse ele.
"Senhores temos que exigir o preço mínimo que deve ser calculado na seguinte sistemática: Cálculo do custos variáveis ; Cálculo do fixo . A somatória dos dois custos citados, temos o custo total de produção. De acordo com a constituição brasileira, artigo 187 temos direito , por lei , 30% dê margem de lucro em cima do custo total de produção . Ainda para reforçar o exposto tem o ESTATUTO DA TERRA - lei 4504 , artigos 73 e 85 que também nos garantem os 30% em cima do custo de produção . O governo vem prevaricando ( não cumprindo a lei ) e, não leva em consideração o custo fixo e nem os 30% que é nosso direito”, expôs.
E nas informações recebidas por nossa Redação, ainda constam: “O Sr Newton Araujo Júnior confessou em púbico, na Audiência da Frente Parlamentar do café, realizado na Câmara dos deputados, em Brasília, onde eu estava presente, dia 8/5/19, que o governo só está levando em consideração o custo variável e não leva em consideração o custo fixo e nem os 30 % de margem do produtor. Com isso, o preço mínimo do Conillon ficou em 210 Reais por saca, e do Arábica em 362 Reais por saca. Uma defasagem absurda de quase 50%. O preço mínimo do Conillon deveria estar na faixa de 380 Reais, e o Arábica em 670 Reais. Isso é crime contra o setor produtivo. A SINCAL - Associação dos Cafeicultores do Brasil está lutando nos Ministérios em Brasília para acabar com essa prevaricação”, concluiu.
Antes de concluir, o cafeicultor lembrou que será distribuído café da manhã para os participantes do manifesto, e que quem quiser participar, basta estar no local no horário citado acima.
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