
Pescadores de Linhares, São Mateus e Aracruz acordaram cedo nesta segunda-feira (25), e o objetivo foi seguir até Piraqueaçu, em João Neiva, para vetar a passagem dos trens da Vale na ferrovia. “Esperamos o trem que transporta passageiros passar, pois eles nada têm a ver com isso, mas assim que ele passou nós fechamos o acesso e só iremos liberar mediante uma posição da Samarco”, disse a pescadora Silvia Lafaiete, que é de São Mateus e informou ao Site Eu VI em Linhares que quer o local onde mora reconhecido como local afetado pelo maior desastre ambiental do Brasil, provocado pela lama de rejeitos de minérios da Samarco que chegou ao Espírito Santo pelo Rio Doce, após rompimento de barragem em Mariana (MG).
Os manifestantes muniram-se com cartazes e, conforme explicou Silvia, de Linhares participam manifestantes do Pontal do Ipiranga, Guaxe e Barra Seca. “Só foi reconhecida área afetada pela lama até a localidade de Degredo, e a atividade pesqueira na minha cidade foi e é muito prejudicada e queremos nossos direitos de pescadores”, completou a mulher.
Como reivindicação, os manifestantes querem receber indenização e o cartão emergencial. “Quando houver manifestação, pedimos que a população nos ajude com apoio presencial e pelas redes sociais. Estamos sofrendo muito, pois somos pescadores e fomos muito prejudicados”, disse Silvia.
Em contato com a Fundação Renova, criada para tratar sobre o assunto com relação à lama que devastou o Rio Doce, o e-mail ainda não foi respondido. O espaço esta aberto para a resposta assim que esta for enviada para a nossa Redação.


Atualizada às 16h27 – Em nota, a Fundação Renova afirmou que mantém seu compromisso de atender todas as comunidades impactadas pelo rompimento da barragem. E em relação ao reconhecimento de novas áreas no Espírito Santo como impactadas, a Fundação esclarece que “não há negativa em atender as comunidades”. A Nota afirma ainda que em abril foram encaminhados ao Comitê Interfederativo (CIF) todos os esclarecimentos sobre as ações de reparação e compensação, explicando, inclusive, que a maioria desses locais é atendida pelas ações da Renova. A Fundação acrescentou que elaborou por meio de construção coletiva uma proposta de indenização definitiva para os pescadores e que essa proposta teve como base estudos que indicaram a renda média para cada categoria de pescador, considerando renda, danos materiais e morais. “A construção foi realizada em conjunto com representantes das comunidades pesqueiras e participação de entidades do poder público (ICMBio, Superintendência da Pesca, Incaper, Ministério Público, Defensoria Pública), estudos do setor pesqueiro”. Durante as apresentações para as colônias e associações de pesca, prossegue a nora, os pescadores indicaram sugestões de alterações na proposta original. “Diversas dessas sugestões foram incorporadas na proposta final da Renova”, conclui a nota.
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