
E após quatro meses, você recupera a “hora perdida” com o horário de verão que terminou a meia-noite deste domingo (19). No mesmo horário, no dia 16 de outubro de 2016, você precisou adiantar o relógio em uma hora e agora terá que fazer o contrário: adiantá-lo.
O balanço final da economia de energia durante esses meses só será divulgado na próxima semana, mas com um aproveitamento maior da luz solar durante o verão, o governo visou reduzir o consumo de energia em um dos horários de pico de demanda, que ocorre por volta de 18h00. A intenção do Ministério de Minas e Energia com essa medida era manter a média de redução do consumo no horário de pico em 4,5% e diminuir em 0,5% o consumo geral de energia.
Com o dia escurecendo mais tarde, a maioria das pessoas ficou fora de casa por mais tempo, optando por passeios em locais públicos, sobretudo aos finais de semana. Mas enquanto muitos gostam do horário de verão, tem quem estava ansioso para ele acabar, como o autônomo Lincon Medeiros dos Santos. “Eu nunca gostei porque o corpo não se acostuma com a hora de sono perdida e é ruim, por exemplo, sair com o sol muito mais quente às 16h00 para atender o cliente, já que na verdade ainda é 15h00”, explica o leitor.
Ao contrário de Lincon, Paulo Medeiros dos Santos, o irmão dele, simplesmente adora o horário de verão. “Que pena que acabou. Deveria esperar pelo menos terminar o feriado de carnaval. Gosto muito porque ainda tenho como chegar em casa e curtir um pouco as crianças com passeios na praça ou andar de bicicleta. O calor existe em todo horário mesmo e dá para encarar sem problemas”, justificou.
Vale lembrar que a energia que deixa de ser durante o horário de verão é suficiente para atender a uma cidade com 2,8 milhões de habitantes.
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