
O penúltimo mês de 2014 foi marcado por uma notícia que abalou a comunidade do bairro Santa Cruz: pouco antes das 14 horas de 29 de novembro, Hugo Gabriel, na época com dois anos e oito meses de idade, caiu da laje da casa onde mora, na Rua Agenor Homem de Carvalho. “Foi por um momento de descuido, nem gosto de lembrar”, inicia Yan Loide José da Silva, pai da vítima. Nesta terça-feira (15) Hugo Gabriel completou quatro anos de idade.
No dia do fato, a mãe do menino estava grávida e nos últimos dias para dar à luz à irmãzinha doele. “Ana Carolina nasceu quando Hugo estava em coma. Foi muito ruim, nem gosto de lembrar, mas, como preciso, irei compartilhar com o Site Eu Vi em Linhares, que demonstrou interesse em nos”, explica Yan.
As consequências
O acidente deixou os pais de Hugo Gabriel desesperado e a criança, após algumas horas no Hospital Geral de Linhares (HGL), foi transferida para uma Unidade Hospitalar de Vitória. “Foram 52 dias de internação e não sabíamos o que seria da gente, pois os médicos disseram que se ele escapasse viveria em estado vegetativo. Hugo sofreu traumatismo craniano seguido de meningite e pneumonia, mas lutou junto com a gente e é a prova de que Deus atende as orações”, conta o pai.
A luta durante a recuperação
Jaqueline, a mãe da criança, mesmo prestes a ganhar o segundo filho, acompanhou cada viagem e ficou perto do filho até sentir as dores das contrações. “É uma guerreira. No dia 16 de dezembro, quando os médicos disseram que seria difícil ele (o filho) escapar e que se escapasse o estado seria vegetativo, minha esposa foi forte, acreditou no milagre de Deus e hoje nosso filho está vivo. Precisamos de ajuda, mas ele está aqui, firme e forte, completando mais um aninho entre nós”, destacou Yan.
Mas foi e está sendo difícil contrariar o que disse a medicina. Yan ainda enfrenta tratamento de reabilitação conseguido através da Pestalozzi de Linhares. Desde o dia 18 de maio do ano passado ele vai de três em três meses para Belo Horizonte para os procedimentos necessários e que têm o objetivo de tirá-lo da cadeira de rodas.
O pai da criança disse que esse tratamento não tem prazo para terminar e que a situação financeira da família não é das melhores. “Além de voltar a andar, o tratamento é para ele controlar as necessidades fisiológicas e até isso não acontecer, precisamos comprar fraldas e arcar com custos das viagens e do cotidiano da vida. Precisamos cuidar muito bem do nosso príncipe, mas também temos a nossa princesinha que é a irmã dele, e estou desempregado. Por isso concordei em pedir ajuda aqui no Site”.
Como ajudar
A principal ajuda, de acordo com Yan, seria um emprego para ele. A família conta com um pequeno auxílio do governo, mas esse dinheiro é praticamente todo consumido com as viagens para o tratamento. “Sou motorista de automóvel, mas trabalho como auxiliar de serviços gerais também. Sendo um trabalho digno e com carteira assinada, enfrento. É pela minha família!”, afirma.
Além do emprego, de imediato a família precisa de cestas de alimentos e materiais de higiene pessoal e limpeza da casa; roupas, calçados e fraudas extra G para Hugo. Para facilitar, pedimos detalhes sobre a numeração de calçados: 30/31 masculino, 30/31 feminino; 22/23 feminino. “Para mim peço um emprego e garanto que não decepcionarei. Quem quiser nos ajudar, os telefones para contato são (27) 99802-4032 e (27) 99609-7174”, conclui o pai do pequeno Hugo.
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