
Indignada. É a palavra que resume o relato de uma leitora usuária do transporte coletivo em Linhares, Norte do Espírito Santo, e que agora passou a embarcar ao menos três vezes por semana na linha Santa Cruz/Vila Isabel. “Precisei sentar mais atrás (no ônibus) e fiquei horrorizada. Um ônibus novo, porém, todo pichado. Até as iniciais do Comando Vermelho estão em diversos locais”, disse a leitora.
A sujeira através de escritas se expande pelas poltronas e vão além: os assentos têm as pichações e também são propositalmente cortados. Para completar, os vândalos não pensam duas vezes antes de descartarem gomas de mascar colando nas sustentações das poltronas ou jogando no chão.
Nós demandamos a situação para a Via Norte, e em nota a informação é que “o vandalismo é diário”. E a nota explica: “Além dos investimentos pesados em limpeza e manutenção mecânica, a Via Norte Ltda enfrenta o vandalismo dentro dos veículos. Bancos rasgados com canivetes, pichações com canetas coloridas, vidros riscados e peças quebradas não são apenas danos materiais; representam um desrespeito direto a cada cidadão que depende do ônibus para se deslocar, e zela pelo meio de transporte”.
Em resposta sobre as providências adotadas, e empresa expõe: “Quando um veículo é gravemente vandalizado, ele precisa ser retirado de circulação para reparos, o que reduz a frota nas ruas e pode gerar atrasos para quem não tem tempo a perder”.
Se algum passageiro presenciar qualquer ato de vandalismo, deve denunciar aos motoristas, fiscais ou ligar para os canais de atendimento da empresa: (27) 2103-1550; email [email protected] e a Ouvidoria, no (27) 2103-1575 e e-mail [email protected] .
A anatomia da destruição invisível – O retrato do vandalismo nos ônibus é, também, uma agressão ao patrimônio público que se manifesta de várias formas:
Cortes em poltronas: Assentos rasgados com canivetes ou objetos cortantes destroem o estofamento e tiram o conforto de quem precisa sentar.
Pichações internas: Riscos com canetas coloridas, pincéis atômicos e tintas cobrem as paredes, tetos e as costas dos bancos.
Arranhões nas janelas: Vidros perdem a visibilidade devido a nomes e símbolos cravados com pedras ou chaves.
Depredação de painéis: Danos a botões de parada, luminárias e saídas de ar comprometem o funcionamento dos recursos de acessibilidade e segurança.
Um apelo ao coração de Linhares – “A Via Norte trabalha incansavelmente para consertar, pintar e recuperar cada ônibus danificado, mas esse ciclo só vai terminar quando a conscientização vencer a destruição. O ônibus não pertence apenas à empresa; ele pertence à comunidade. É o veículo que leva o estudante à escola, o trabalhador ao sustento da família e o idoso à consulta médica”, explicou a empresa na nota. Clique aqui e veja a destruição em um dos coletivos. Aproveite para seguir o @euviemlinhares.

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