
A emboscada que resultou na morte do adolescente Rafael Serafim Tibultino (foto) em Linhares, Espírito Santo, na madrugada de 10 de dezembro de 2019, resultou em cadeião para o réu Carlos Eduardo Moura de Assis, o Dudu Mequetrefe. Ele ficou de frente com a justiça no júri popular desta sexta-feira (05), sendo defendido por três advogadas e dois advogados. Os trabalhos começaram às 9h e terminaram às 15h10, sendo presididos pelo Juiz Tiago Camata, e a condenação foi pedida pelo Promotor de Justiça Marcelo Ferraz Volpato, representante do Ministério Público, e os jurados acataram. Vamos aos detalhes da sentença e também iremos relembrar o crime, que foi praticado em companhia de um menor:
O réu foi defendido pelas advogadas Alcídia Pereira de Paula Souza, Mayara de Souza Martins, e Débora Reis Pinheiro; e pelos advogados Bruno Pereira Caversan e Rodolfo de Paula Souza, e a sentença foi a condenação pelos crimes de homicídio qualificado (art. 121, §2º, incisos I e IV, do Código Penal), corrupção de menores (art. 244-B, §2º, da Lei 8.069/90) e porte ilegal de arma de fogo (art. 14 da Lei 10.826/03).
O Juiz Presidente fixou a pena definitiva em 30 anos e 07 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 39 dias-multa. Além disso, o réu foi condenado a indenizar a mãe da vítima em R$100.000,00 (cem mil reais), a título de danos morais. A prisão foi mantida e o acusado não poderá recorrer em liberdade. Agora, vamos lembrar o crime:
Emboscada x tráfico – O homicídio aconteceu pouco antes da 1h da madrugada de 10 de dezembro de 2019, no bairro Três Barras, perto do Fórum Mendes Wanderley. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o adolescente foi assassinado a tiros, e o réu Carlos Eduardo Moura de Assis, o Dudu Mequetrefe, atualmente com 24 anos, estava em companhia de um menor. Tanto a vítima Rafael Serafim Tibultino, quanto o réu e o outro menor, seriam atuantes do tráfico de drogas no Beco 13, no Pó do Shell.
Ainda cita a denúncia do Ministério Público, que a dupla teria convidado a vítima para um assalto, e o trio saiu de carro, mas Rafael havia acabado de cair em uma emboscada e, no local ermo perto do Fórum, foi morto a tiros. A motivação, cita o MP: a vítima estaria vendendo drogas também sob comando de rivais que atuam no Beco 10. Além disso, os “amigos” desconfiavam que a vítima levava informações para seus desafetos. Clique aqui para comentar e seguir o @euviemlinhares.

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