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Morte de Marde: Digão pega quase 30 anos de cadeia. Ele optou por não comparecer ao júri

A conta chegou no Júri que aconteceu nesta quarta-feira, 4, no Fórum de Linhares. Mesmo à revelia.

04/09/2024 às 21h47
Por: Redação
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Morte de Marde: Digão pega quase 30 anos de cadeia. Ele optou por não comparecer ao júri

12 anos após o homicídio que vitimou Marde de Jesus Rocha, 25 anos, no bairro Aviso, em Linhares, Norte do ES, a conta chegou para o réu Rodrigo Santos de Oliveira, o Digão, atualmente com 39 anos. O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (04) no Fórum de Linhares, e os jurados entenderam a fala da acusação, através do Promotor de Justiça Marcelo Victor Amorim Gomes de Melo, representante do Ministério Público. Tudo se deu à revelia, e agora Digão é procurado. Vejamos como foi, e depois detalhes do crime:

Presididos pelo Juiz de Direito Tiago Camata, os trabalhos começaram às 12h e terminaram às 17h10. Defendido pelas criminalistas Marcilene Lopes do Nascimento e Letycia Vial Pereira, os presentes ouviram a seguinte sentença: condenado pelo crime de homicídio qualificado (art. 121, §2º, incisos II e IV, do Código Penal). E o Juiz Presidente fixou a pena definitiva em 29 anos e 09 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

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O crime – De acordo com a denúncia do MP, por volta das 19h de 15 de junho de 2012, a vítima foi chamada por um indivíduo não identificado para ir até um bar, no bairro Aviso, beber. O convite seria uma emboscada e o tal indivíduo teria agido a pedido do réu, que matou Marde a tiros. O 181 é a linha para você denunciar o paradeiro do réu. Abaixo, mais detalhes do crime:

Quando o Eu Vi em Linhares manchetou sobre o ocorrido, a informação obtida junto à polícia deu conta de que Marde, que morava no bairro Aviso, estava conduzindo uma moto registrada no sistema de furtos e roubos. Ele foi atingido por disparos de arma de fogo na mão, barriga e virilha e ainda chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Rio Doce, onde não resistiu e morreu.

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As investigações – Quando o réu foi preso no dia 14 de fevereiro de 2014 por força de mandado judicial, as informações que a Polícia Civil passou para a imprensa deram conta de que a motivação do crime teria sido a compra de um revólver em sociedade.

O réu, na ocasião, ainda de acordo com a PC, estava com mandado de prisão respaldado por crime de tráfico de entorpecentes no município de Aracruz, e pela prática de crime de homicídio em Linhares. Na ocasião, Digão estava portando uma arma de fogo e a ação foi realizada pela Polícia Militar.

O delegado Fabrício Lucindo Lima, que chefiava a Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) disse que a dívida do suspeito com a vítima, de acordo com as investigações, era equivalente a R$ 600,00. “Digão e a vítima compraram um revólver calibre 38 em sociedade, sendo que um tempo após, Marde emprestou a tal arma e esta foi perdida. Então, Rodrigo se achou no direito de cobrar a metade que lhe pertencia e executou a vítima por conta do desacerto”, explicou o delegado.

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