
Assim que o dia amanheceu, uma emissora de TV estava nesta quarta-feira (15) em frente ao Fórum Desembarcador Mendes Wanderley, onde acontece no Tribunal do Júri o julgamento de Tarcísio Santos Cortêz, preso desde o dia 02 de agosto de 2019, ao se apresentar na Delegacia de Proteção à Pessoa de Linhares –DHPPL e assumir que havia matado a professora Suellen Sousa Silva, 33 anos, ex-namorada dele. Jéssica, irmã da vítima, e a mãe da professora, serão ouvidas. “É difícil, diante de toda dor, ainda ter que reviver tudo. Pois, cada palavra sobre esse ato brutal por parte dele, é como ver o que ele fez”, declarou ela sobre o julgamento marcado para começar às 9h.
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Jéssica disse que o namoro terminou depois que a irmã descobriu que então namorado tinha uma família em outra cidade. Não aceitando o fim do relacionamento, ele passou a persegui-la e a ameaça-la, e depois invadiu a casa onde a vítima residia com os pais, e matou. O pai da professora, que tanto pedia por justiça, morreu de Covid-19.
Namoro – “Eles namoraram cerca de 1 ano. Ele tratava todo mundo bem, pedia até benção pra minha mãe”, conta Jéssica, irmã da vítima. “Fez todo mundo acreditar que ele era uma boa pessoa. Quando minha irmã descobriu que ele tinha outra mulher, ela terminou com ele, e foi aí que começaram as perseguições, pois ele não aceitava o término. Aí começou a ameaçá-la e tirou a vida dela”, relatou, bastante emocionada.
Mãe passa a tomar remédios controlados, e pai faleceu – Desde o dia do crime, a família acabou sendo praticamente deteriorada pela dor. Jéssica contou que a vítima morava com os pais, e que a mãe toma remédio controlado até hoje. Já o pai, nem terá como acompanhar o júri. “Meu pai faleceu em maio deste ano, foi de Covid, mas todo mundo sabe que a tristeza estava consumindo ele”, conta a irmã da vítima.
E ela continuou: “É muito difícil tudo que aconteceu. Ele (o autor) enganou todo mundo. Ele mentiu tudo sobre a vida dele. Ele tinha uma família em outra cidade e acabou com a vida da minha irmã, que era professora, batalhadora, uma menina que só pensava em crescer na vida, realizar seus sonhos. Ela tinha acabado de comprar o seu AP (apartamento)”, detalhou.
Ainda segundo Jéssica, Suellen também comemorava com felicidade plena uma nova conquista na área profissional: “Ela foi chamada pra trabalhar no Estado, que era o sonho dela. Ela estava muito feliz. Perdi minha irmã e meu pai em menos de 2 anos. É muito difícil lidar com tudo isso”, concluiu aos prantos.
A defesa do réu tem espaço aberto caso queira se manifestar: 27 99808-4347.
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