
A repercussão do extermínio das castanheiras no balneário de Pontal do Ipiranga, litoral de Linhares, aguçou uma nova manchete sobre o assunto. Nós recebemos a informação, por exemplo, de que um integrante da comunidade ameaça se acorrentar ao tronco de uma das plantas que sobraram, afim de protestar contra a iniciativa da Prefeitura de Linhares, que em nota quando enviamos demanda, confirmou que as plantas serão todas eliminadas. Diante do fato, a nossa Redação conversou com o advogado ambientalista e ex-secretário municipal de Meio Ambiente, Lucas Scaramussa. Confira abaixo o que ele disse:
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“O corte dessas árvores da forma em que foi feita pela empresa responsável pela recuperação da restinga do Balneário do Pontal do Ipiranga beira a algo pré-histórico”, inicia ele. “Cortar essas árvores a cerca de um mês para alta temporada de verão é inadmissível, incompreendido e sem explicação alguma. É ignorância e despreparo da empresa, com todo respeito”, considera Lucas.
E ele prosseguiu: “A ação gera sem dúvida alguma impacto socioeconômico para os comerciantes locais, impacta a qualidade de lazer dos turistas e coloca os comerciantes a margens de terem que fazer alguma forma de sombreamento para os turistas, o que certamente não será aceito pela Secretaria de Obras do Município. Soma-se com isso, ainda o impacto claro de educação ambiental, pois, não há forma simples de explicar isso que foi feito para as crianças e seus familiares, afinal, o que aprendem na escola é completamente diferente”, alerta o advogado.
Lucas Scaramussa continuou: “Vejam que a comunidade do Balneário, os verdadeiros responsáveis pelo desenvolvimento local e o cuidado pelo que lá existe de belo e preservado, são os maiores interessados pelo projeto de recuperação da restinga. Todos estão a favor do projeto de recuperação da restinga, a Secretaria de Meio Ambiente está de parabéns pelo projeto. O que está em discussão é a ausência de necessidade de retirada ‘abrupta’ dessas castanheiras.”
E tem mais uma consideração importantíssima destacada pelo advogado ambientalista: “Não existe dano iminente a ser cessado ou uma vegetação exótica de alto potencial de alastramento pela restinga, muito pelo contrário. A manutenção delas, ou a supressão planejada e gradativa com o plantio anterior de outras espécies, o que se diga, deve ser feito em conjunto com a comunidade, não compromete em nada a execução eficiente do projeto que vem sendo implantado.”
"Precisa determinar que seja paralisado imediatamente o corte, evitando assim prejuízos maiores”, concluiu Lucas. E lembramos que a empresa, ainda que não tenha o nome citado, tem espaço aberto caso queira se manifestar: 27 99808-4347.
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