
Um homem de 72 anos matou o ex-amante, de 40 anos, na manhã deste sábado (10) em Sooretama. O crime aconteceu na residência do autor, na Rua Tereza Sesquim, bairro Salvador, e a vítima foi assassinada a golpes de faca e paulada.
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No relatório policial consta que a Polícia Militar recebeu a informação de uma mulher dando conta de que um homem havia chegado sujo de sangue e dizendo que teria tirado a vida de outro homem.
Cita que no local do fato as guarnições encontraram Onézio da Silva, de 72 anos, parado em frente a sua residência, e que ele não ofereceu resistência e colaborou com os militares. Em seguida, nos fundos da casa foi observado que havia sangue na varanda, e ao entrar os policiais encontraram a vítima já sem vida dentro do imóvel.
O idoso disse que a vítima, Mauro Arruda, de 40 anos, chegou no local por volta das 07:30 querendo ter relações sexuais com ele, mas teve o pedido negado, pois o detido explicou que não praticava mais tal ato homossexual.
Onézio, ainda de acordo com o relatório, disse que a vítima insistiu e que novamente negou e justificou que não pratica mais esse tipo de sexo. Nesse momento, a vítima teria tentado pegar o detido a força, e este, para se defender, matou o ex-amante a golpes de faca e paulada.
A perícia somou cinco perfurações no corpo de Mauro, sendo duas facadas no braço esquerdo, uma no antebraço esquerdo, uma no abdômen e uma na costela lado esquerdo, além de um afundamento da face na região do olho esquerdo produzida por um pedaço de pau. O corpo foi removido para o Serviço Médico Legal, e o detido para a delegacia.
Liberado – O advogado Júnior Mendonça, que defendeu o idoso, conversou com a nossa reportagem e afirmou que as partes mantiveram um relacionamento tempos trás, mas que há cerca de seis meses a vítima não via mais o amante. Neste tempo, o investigado passou a ser heterossexual, e, inclusive, mantém um relacionamento com uma mulher.
O advogado acrescentou que Onézio foi liberado após provas de que agiu em legítima defesa. “Defendemos que as pessoas tenham livre acesso às opções sexuais, e admiramos a bravura das entidades que lutam em prol da causa. Contudo, o senhor Onézio optou por outro rumo na vida, e hoje ele seria estuprado se não agisse em sua legítima defesa. Sexo tem ser com consentimento, independente da orientação sexual”, disse o advogado Júnior Mendonça.
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