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Polícia Jonas Soprani

6 dias sem Jonas Soprani: Vídeos, stories e pedidos de justiça se destacam em Linhares

Hoje, dia de Sessão na CML, servidor diz: Só queria defender a verdade. Ele faz falta, muita falta. E um leitor pediu: Não vamos deixar que esse monte de mortes depois da dele, deixem a dele esquecida.

28/06/2021 12h46 Atualizada há 3 meses
Por: Redação
6 dias sem Jonas Soprani: Vídeos, stories e pedidos de justiça se destacam em Linhares

Stories, comentários, postagens únicas. Linhares pergunta nas redes sociais: Quem mandou matar Jonas da Silva Soprani? Apesar da investigação não descartar nenhuma linha, a afirmativa de que o crime foi de mando é selada na mente daqueles que não se importam em postar a opinião formada. O ativista morreu às 20:40 de quarta-feira (23) no Hospital Rio Doce, menos de três horas após ser socorrido dentro de um bar no bairro Novo Horizonte.

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Cinco dias após o crime, continuam os compartilhamentos de vídeos que Jonas publicou ao longo dos anos, a maioria com papeladas nas mãos, afirmando que se tratava de protocolos ou andamento de procedimentos relativos às denúncias que ele fazia junto ao Ministério Público. Pelo menos dois áudios desses vídeos têm nomes de políticos que, de acordo com Soprani, haviam ameaçado ele de morte.

Um leitor que nem conhecia Jonas pessoalmente, mas que acompanhava as denúncias feitas por ele, pediu: "Não vamos deixar que esse monte de mortes depois da dele, deixem a dele esquecida. Jonas era um guerreiro que lutava para que Linhares fosse uma cidade melhor, e calaram ele covardemente".

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Uma foto que mostra os ferimentos provocados por disparos que atingiram a região do pescoço, cabeça, lateral direita próxima a axila e outras partes do corpo da vítima; e um vídeo em que Jonas agoniza caído no chão do bar onde morreu, revoltaram ainda mais as pessoas que viam nele uma espécie de voz do que todos queriam falar. O material foi reenviado pelo leitor ainda para a nossa Redação. Mas, quem matou? E se foi crime de mando, quem mandou matar Jonas Soprani?

O delegado Tiago Cavalcante afirmou que ouvirá as pessoas citadas por Jonas nos vídeos que este postava no Facebook e no mensageiro Whatsapp, mas adianta que denúncias (no 181 ou diretamente na delegacia) são fundamentais para a elucidação do crime.

Ausência notada – Nesta segunda (27), Jonas seria presença confirmada no espaço destinado ao público que acompanha as sessões na Câmara Municipal. “Quando não podia acompanhar presencialmente, ele acompanhada pelas redes sociais, mas acompanhava. Depois, não se contentava em ficar apenas no assistir”, disse um amigo próximo.

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De acordo com esse amigo, que é servidor no Legislativo local, Jonas sempre ia à Câmara também durante o dia. “Ele já trabalhou aqui, né? Tinha as suas divergências, mas era uma pessoa que não fazia mal a ninguém, uma pessoa que só queria defender a verdade. Ele faz falta, muita falta”, concluiu o servidor. (Fotos: Redes sociais).

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