
O clima é tenso na localidade do bairro Shell conhecida como Pó do Shell. No final da manhã deste domingo (16), dia posterior a um ato violento que resultou na morte de um jovem identificado como Gilbert Jackson Reis Moreira, muros de uma parte que fica no final da comunidade, em um local conhecido como “beco do final”, foram pichados com as palavras “Gil” e “inocente”, referências ao apelido e à situação da morte do rapaz, que teria sido confundido com outra pessoa ao ser alvejado pelos disparos de arma de fogo. Conforme informamos nas duas manchetes anteriores sobre o fato, o crime aconteceu na Avenida Presidente Artur Bernardes.
Gil, como era conhecido o rapaz, apesar de não residir no local do crime e nem em nenhum dos becos, era da comunidade. Ele trabalhava no Centro de Linhares, de acordo com um amigo, em uma copiadora, e era muito querido entre os moradores “por ser exemplo para outros jovens”. Esse amigo garantiu que o rapaz “não mexia com coisa errada e não tinha envolvimento com o tráfico”.
Agora, conforme nos foi garantido “meninos do Beco 12” teriam se deslocado armados para o “Beco Final” e pichado o local na defesa do rapaz que morreu ao ser confundido com outro indivíduo. “O beco 12 tem problema com o beco 10 que fica lá no final do bairro, e o rapaz que o pessoal tá falando que matou o Gil, comanda o beco 10”, garantiu a nossa fonte. Conforme nos informou o leitor, “todo mundo viu” quando quatro indivíduos armados, um deles com pistola, saíram pichando os muros.
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