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Professores da rede municipal têm que comprar materiais com dinheiro do próprio bolso em Linhares, afirma denúncia

No caso da pandemia, quem precisa de jaleco e se recusar a compra-lo, é ameaçado de exoneração, afirma leitor em vídeo.

28/02/2021 08h10 Atualizada há 5 meses
Por: Redação
Professores da rede municipal têm que comprar materiais com dinheiro do próprio bolso em Linhares, afirma denúncia

“É sofredor, é revoltante, é inadmissível. E o mais revoltante ainda, é sofrer perseguição e risco de exoneração se aparecermos para denunciar. Por isto explico que não estou me acovardando, pois, se eu me identificar, sofrerei estas punições. Peço, portanto, que mostrem o que este homem fala. Sou uma das pessoas que podem confirmar essa denúncia. Peço também que olhem o que o vereador Antônio César, que sabe muito bem do nosso sofrimento, expôs sobre as escolas e como as denúncias podem chegar até ele”.

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Conforme muito bem explicado acima, a pessoa, uma professora da rede municipal de ensino de Linhares, não pode ser identificada. O “homem” que ela se refere é Gustavo Paraiso Dalvi, e a denúncia dá conta de que os professores têm que comprar materiais de uso para trabalhar. E sobre a pandemia, o jaleco na Educação Infantil, também é o professor que precisa comprar. Caso não o faça, conforme a denúncia, tem risco de exoneração. (Clique aqui e confira o link que a professora mandou e confira o que o homem disse).

E sobre o vereador mencionado pela professora, uma publicação feita por ele há exatos 10 dias, expõe: “Monitoramento do retorno às aulas nas escolas públicas municipais de Linhares-ES. Sua escola recebeu os equipamentos de segurança necessários para o retorno às aulas na pandemia? Encaminhe as informações que você tiver a respeito e nos ajude a fiscalizar”. O telefone exposto na mídia do vereador sobre o assunto é o 27 99505-1307.

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Mais denúncias – E quando apurávamos as informações da professora, encontramos na mídia do citado vereador, fotos que mostram as condições de uma escola municipal, no bairro Aviso, com a seguinte pergunta: “Você levaria seu filho para esta escola?”.

E em seguida ele expõe que trata-se da EMEF Roberto Calmon, uma escola que vem enfrentando sérios desafios estruturais. “Em visita à escola, identifiquei problemas que vão desde salas com infiltrações e teto danificado até a falta de rede de internet para o planejamento das aulas”, disse ele.

Que ainda prosseguiu: “Ouvi relatos de que, em dias de chuvas, a situação é caótica. Alunos e professores dividem espaços com baldes de contenção das goteiras. E em dias de sol, como o da visita, a ventilação fica comprometida. A própria comunidade escolar adquiriu aparelhos de ar-condicionado, mas dado o tempo, os equipamentos foram danificados e carecem de manutenção. E pasmem: a escola passou por “reparos” em 2019”.

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Nós enviamos demanda sobre as denúncias para o contato do plantão da Prefeitura de Linhares, setor de comunicação; enviamos também para o e-mail do referido setor. Atualizaremos com as respostas assim que as obtivermos.

Atualizada às 13h12– A Prefeitura de Linhares ainda não respondeu a demanda, e nós iremos insistir, pois, diversas pessoas que atuam no setor, além de parabenizarem os dois citados acima sobre a denúncia que chegou a nossa Redação através de uma professora, confirmaram o teor. Contudo, outra professora que se identificou como Danieli Ravani Pereira, defendeu a PML. Ela disse que mora no bairro Interlagos e também é dona de aluna. “A prefeitura Municipal mandou um documento para as escolas onde foi informado sobre medidas de segurança para evitar uma contaminação maior da Covid-19, onde informa que o funcionário público deve realizar a troca de roupas ao chegar nas escolas e ao retornar para casa, como consta no documento, atendendo ao pedido dos servidores, a Prefeitura autorizou o uso do jaleco no lugar da troca das roupas, onde o mesmo só pode ser usado no ambiente escolar e higienizado todos os dias, igual aconteceria com a roupa, não houve uma exigência do jaleco e sim uma autorização de uso”.

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Foto: Rede social

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