
“Não tô acreditando que a senhora me deixou”, lamenta Bruna Pelisson dos Reis, neta de Divina Rizo Pelisson, que se foi na tarde desta quinta-feira (20) quando lutava contra a Covid-19 no Hospital Rio Doce.
Aos 74 anos, dona Divina, como era chamada, conforme informou outro neto, o leitor Juliano Helmer Pelisson, morava no bairro José Rodrigues Maciel, na Rua Nova Venécia, 203, onde o adeus final se dá através de um carro funeral com o corpo dentro de um caixão lacrado. “Que triste não poder despedir dela”, lamenta Juliano.
Perguntamos se a avó era precavida sobre os cuidados sobre o contágio da Covid-19, e Juliano respondeu: “Era sim, nem saía de casa, não sei como ela pegou a doença. Pode ter sido alguma coisa ou alguém que não apresentou sintomas”, deduziu.
Dona Divina começou sentir os sintomas há duas semanas, e foi internada terça-feira (18) à noite. Na noite do dia seguinte ela piorou e foi para a UTI. Com problemas no pulmão e pressão alta, a boa senhora não resistiu e faleceu ontem (20) às 16h.
Juliano disse que o carro com o caixão lacrado ficou de passar em frente a casa da avó às 8h desta sexta (21). Ela deixa seis filhos, 17 netos e 4 bisnetos, e é a 93ª vítima fatal da Covid-19.
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