
“Pode colocar que é uma homenagem, mas também um alerta para que as pessoas sejam conscientes com relação a doença. Eu acho importante a gente falar. Eu e minha família estamos com o coração quebrado por fazer um enterro sem uma despedida normal. Enterrar a pessoa que você ama com o caixão lacrado. Um dos rapazes do cemitério disse que são os enterros mais tristes”.
Aos prantos, a leitora Jucélia Batista da Silva, contou sobre o adeus final e falou um pouco sobre as qualidades da mãe, Júlia Foeger Batista, 70 anos, e uma das 7 vítimas fatais da Covid-19 no período de domingo (9) até ontem (13) em Linhares. A mãe dela estava internada na Enfermaria Covid do HGL.
A mulher morava no bairro Interlagos, “Não sabemos ao certo quando ela contraiu, mas acreditamos que há uns 7 dias. Iniciou uma tosse, e foi confirmado por exame há 3 dias. Que falta mamãe já faz!”, informou Jucélia.
A filha falou que a genitora sempre foi uma pessoa muito bondosa, disposta a ajudar o próximo. “Dona de um coração grandioso. uma mulher que batalhou muito na vida. Era o tipo da mulher que fazia broa e convidava as amigas para tomar café. Mamãe sempre foi muito querida pelos vizinhos. Nunca teve inimigos e todos a amavam muito”, lembra a filha.
E a leitora continuou: “Uma pessoa humilde e que nos deixou um grande legado. Sempre nos lembraremos do seu caráter e tantos exemplos bons que nos deixou”. Júlia tinha 5 filhas, 15 netos e 6 bisnetos. O sepultamento dela aconteceu às 13h, no Cemitério do bairro Planalto.
Mín. 16° Máx. 29°