
O último dia da semana (28) foi marcado pelo último adeus ao ex-prefeito de Linhares, Jair Corrêa, o Nozinho Corrêa. O velório foi em uma área aberta do templo da Igreja Memorial, no Centro de Linhares, e muitos se comoveram quando viram o lamento da mãe de Nozinho, Sabília, que estava usando máscara, e era o retrato da tristeza. “Ela diz que não acredita que enterrou o filho, falou que filhos é quem deveriam enterrar os pais”, comentou uma das pessoas que ampararam a idosa.
O caixão foi levado para o Cemitério São José no carro do Corpo de Bombeiros e, apesar do isolamento social, muitos linharenses, mesmo respeitando certa distância de segurança, foram dar adeus ao ex-prefeito, que morreu na noite de quinta-feira (26), de pneumonia, em um hospital de São Paulo. Ele era diabético e também enfrentou problemas renais.
Nozinho tinha 73 anos, e foi eleito prefeito de Linhares em 2012. O mandato foi cumprido entre 2013 e 2016. Depois Nozinho voltou para Rondônia, onde mantinha seus negócios.
Ainda prefeito, ele anunciou que enfrentava problemas nos rins e chegou a ficar internado no Hospital Rio Doce. Posteriormente foi submetido a uma cirurgia no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, para transplante.
Nascido no município de Aracruz, mas linharense de coração, Nozinho Corrêa também foi secretário municipal de Administração e disputou as eleições para prefeito do município em 1992, 1996, 2000 e 2004. Aqui, morou no distrito de Bebedouro, no Centro e também adorava viver na fazenda.
Ele mudou para Linhares aos 19 anos e viveu em Bebedouro. Trabalhou como açougueiro por 15 anos, e conseguiu sua primeira propriedade, dando início à uma bem sucedida trajetória econômica. Casou-se com Elda Ferraz Corrêa, com quem teve três filhos. Hoje, a família, completa pelos netos, choram no adeus final àquele que fez sua história em Linhares.
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