
É grande a expectativa para a sentença do julgamento sobre a morte do sindicalista Edson Barcellos, no Fórum Desembargador Mendes Wanderley, em Linhares. Edson foi morto em junho de 2010, e o julgamento foi desaforado de Conceição da Barra para Linhares, a pedido da viúva dele, Edma Barcellos.
O julgamento começou exatamente às 9h, nesta segunda-feira (24), e os trabalhos, presididos pelo juiz André Bijus Dadalto, se estenderam até às 18h. (Confira detalhes clicando aqui).
No banco dos réus, Oséias Oliveira da Costa, Diego Ribeiro Nascimento, Rodolpho Nascimento do Amaral Ferreira, James Antônio de Almeida e Rondinelli Ribeiro do Nascimento. Ao todo, foram ouvidas seis testemunhas e, já no fim da tarde, por volta de 17h10, começou o primeiro interrogatório.
Réus se calam
E um a um: Oséias Oliveira da Costa, Diego Ribeiro Nascimento, Rodolpho Nascimento do Amaral Ferreira, James Antônio de Almeida e Rondinelli Ribeiro do Nascimento, nós interrogatórios, usaram o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Às 18h30 finalizam todos os interrogatórios, e o Juiz suspendeu o julgamento para recomeçar nesta terça, às 9h00. Os jurados foram levados de Van, para um hotel reservado pela justiça, pois não podem ter contato com ninguém. O nome do hotel não será divulgado.
Segundo dia de júri
Neste segundo dia de júri, após a van levar os jurados de volta para o fórum de Linhares, e todos estarem preparados no salão do Tribunal do Júri, vão começar os debates.
Primeiro o Ministério Público vai falar, depois será a vez das defesas dos acusados. Pode haver réplica e tréplica, e a previsão é que a sentença seja lida até às 18h.
Sobre o crime
O corpo do sindicalista Edson Barcellos foi encontrado em uma plantação de eucalipto, nas imediações de Conceição da Barra, com a marca de um tiro na testa. A vítima teve pés e mãos amarrados, olhos vendados, e boca amordaçada.
O então prefeito de Conceição da Barra, Jorge Donati, foi julgado em outubro de 2016, acusado de ser o mandante do crime. A decisão, unânime entre os desembargadores do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), foi por sua condenação a 19 anos de prisão em regime fechado. Dias após negar tudo em uma carta aberta, Jorge Donati sofreu um enfarto e morreu, em São Paulo.
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