
A divulgação recente da fotografia de um grupo fumando maconha, enviada por uma leitora que frequenta uma das mais movimentadas praias da Lagoa Juparanã, no bairro Canivete, chamou a atenção de milhares de internautas, entre eles um dos motoristas, que levam e trazem passageiros do trasporte público até o estacionamento do local.
Por motivos óbvios, ele não será identificado. Mas ele relatou que a insegurança vai além do que a foto mostra (clique aqui e confira a notícia e veja a foto que a leitora mandou).
"Faço a linha do Canivete que vai até a Lagoa Três Pontas, a famosa Juparanã. Tem muita gente que pega o ônibus e vai até a lagoa, mas pulam a roleta e estão armados. Ninguém faz nada. A policia teria que parar o coletivo e fazer umas revistas. Isso acontece demais no final de semana. Tem quem entra até pelos vidros traseiros, e não são poucos! Eles fazem isso pra não terem o trabalho de pular a roleta. Isso é um absurdo! A polícia poderia ir lá em baixo", detalha o leitor.
Levam maconha pra vender, e não é pouca
E as denúncias não terminam por aí. Além de pular roleta ou entrar pelo vidro traseiro do coletivo, e exibir arma de fogo, os indivíduos também não se preocupam em esconder que vendem drogas na lagoa. "A maconha que eles levam pra vender lá na lagoa não é pouca. Nós, motoristas e cobradores de ônibus, estamos com muito medo. Ao pular a catraca da pra ver a arma de fogo. Pedimos policiamento, estamos em pânico. Pedimos uma solução à policia, e urgente. Falo em nome de todos os motorista e cobradores que vão até a lagoa", apela o internauta.
Quem paga viaja em pé, por pura pressão e ameaça
Nós perguntamos sobre uma estimativa relativa à quantidade de pessoas que agem assim. E o motorista disse que "sem medo de exagerar", Chega a quase 40. "Eles não pagam e ainda viajam sentados. Quem paga tem que ficar em pé, pois segue o procedimento de entrar como gente de bem, e quando entra, os que pularam a catraca ou entraram pelos vidros, já ocuparam os lugares", contou o motorista. "E quem paga tem que viajar, às vezes até o Centro, em pé. Ate mesmo com criança no colo, pois os puladores de roleta entram primeiro e não levantam pra ninguém sentar", concluiu o leitor.
O que diz a Polícia Militar
Nós enviamos demanda para o setor de comunicação da Polícia Militar, no 12º Batalhão. E o setor informou que envia resposta ainda na tarde desta sexta-feira (15).
A Polícia Militar, no 12º Batalhão, cuja sede fica em Linhares, adiantou o envio da nota para esta manhã. Confira abaixo:
"A Polícia Militar realiza com frequência operações de abordagens a coletivos no intuito de coibir atos ilícitos na região do 12º Batalhão (Linhares, Sooretama e Rio Bananal).
Em relação aos indivíduos armados que entram nos coletivos e intimidam os passageiros, a Polícia Militar recomenda que em momento não reaja e na primeira oportunidade informar via 190 sobre o fato ocorrido. Quanto mais rápido a Polícia Militar ter ciência, maior a probabilidade de prisão desses indivíduos.
Salienta-se que, há dois casos de assalto a ônibus no início do mês em que os indivíduos foram presos pela Polícia Militar com todos os materiais roubados minutos após o ato ilícito, graças às informações passadas via 190.
As abordagens a coletivos serão intensificadas, principalmente nos finais de semanas. Em relação ao tráfico e uso de entorpecentes na Lagoa Juparanã, já foi definido um reforço do policiamento na região nos horários de maior movimentação.
A Polícia Militar solicita ao cidadão que se deparar com tal situação, denuncie via 190 ou 181 (disque denúncia), na primeira oportunidade que tiver, pois quanto mais informações tiverem a nossa disposição, mais eficaz será nossa atuação."
A empresa deveria investir. Um botão de pânico no qual o motorista aciona em segredo ou a trocadora. Onde de imediato já faz o chamado da polícia ou informa pra garagem que o ônibus tal está sofrendo algum crime, e assim a mesma faz o contato com as forças policiais.
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