
A morte do ex-governador Gerson Camata, 77 anos, assassinado no fim da tarde desta quarta-feira (26), na Praia do Canto, em Vitória, comoveu os Linharenses.
Muitos compartilharam fotos do político quando em vida, de terno e gravata, mas a maioria compartilhou fotos de Gerson caído já sem vida na calçada de uma padaria, no cruzamento das ruas Joaquim Lyrio e Chapot Prevot.
O suspeito de autoria do crime, que seria um ex-assessor da vítima, foi preso, por volta das 17h30, na Praia do Canto. "O cara foi disposto a matar! Chegou pra ele e perguntou: Você vai virar outro ano me devendo? Gerson respondeu: procura meu advogado! O cara falou: vou resolver é agora mesmo! Aí ele sacou a arma e deu um tiro no pescoço!", contou uma testemunha.
Ele, o suspeito, foi levado imediatamente para ser ouvido no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Uma suposta dívida, antiga, seria a causa da morte do ex-governador. O assassino trabalhou para Gerson de 1986 a 2005.
"Quem diria que ele morreria assim? Que eu saiba ele não era envolvidos em sujeirada de corrupção. Foi um governador que eu gostei muito", disse a leitora Ana Claudia Belarmino. "Imagino o fim de ano para a família. Ele era esposo da Rita Camata, né? Lembro quando a filha deles mais nova nasceu, e ele foi em Rio Bananal. Eu estava lá e ouvi ele falando que era a filha da velhice dele", comentou Marcos Aurélio de Oliveira Minga.
O presidente da Câmara Municipal de Linhares, Ricardo Bonomo Vasconcelos, ao comentar o triste fim de Gerson Camata, disse: "Perda lamentável pelo que ele fez por nosso Estado, um grande político".
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