
Se tem alguém ansioso para chegar logo a meia-noite deste sábado (17), esse alguém é o leitor Enzo Manoel Pereira dos Anjos, um autônomo, de 31 anos. Ele disse que a hora a menos na rotina desde outubro do ano passado, mexeu até com as suas finanças. "O governo fala que é para economizar energia, mas é aí que gasto ainda mais. Quando acordo para ir trabalhar ainda está escuro e acendo as luzes. Antes isto não era necessário, pois o dia já estava claro. E quando chego em casa ainda está muito quente e preciso ligar o ar. E vem mais gasto com energia", explicou.
Mas além dos exemplos acima, Enzo listou outros para justificar o motivo de simplesmente detestar o horário de verão, e um deles tem a ver com a sua saúde. "O corpo fica estranho, me sinto meio que sem ânimo, indisposto, e isso acontece de manhã. Só volto ao normal lá pelo fim de março", disse o autônomo. "Quando for atrasar meu relógio logo mais, apenas direi uma coisa: Tchau, querido", concluiu ele entre riso.
À meia-noite deste sábado, moradores das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, devem atrasar o relógio em uma hora.
Mas ele vai voltar!
O governo federal chegou a avaliar o fim do horário de verão neste ano, depois que um estudo do Ministério de Minas e Energia indicou que o programa vem perdendo efetividade, que é reduzir o consumo. Com isso, a alegria do leitor Enzo, e de quem mais não gosta do horário de verão, terminará no dia 4 de novembro, um fim de semana após o segundo turno das eleições, marcado para 28 de outubro.
É que a pedido do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, para evitar atrasos na apuração dos votos e na divulgação dos resultados do pleito, fez com que o presidente Michel Temer acabou editando um decreto que reduz a duração do horário de verão, e não o elimina.
Povo chorão da /////. Reclamando de uma hora?
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