
"Muitas galinhas, pintinhos, e patinhos morreram afogados. O Rio subiu rápido durante a noite e agora cedo ainda mais. Vamos salvar o que pudermos levando para um vizinho, num lugar mais alto".
A declaração é de Antônio Cordeiro, proprietário de um sítio, - o Sítio Cordeiro's - que fica em uma localidade entre Regência Augusta e Areal, ao falar sobre a situação do Rio Doce nesta quinta-feira (8). Ele falou que, a partir de agora, o clima é de alerta total.
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Porcos, galinhas e vacas com bezerros, segundo Antônio, foram retirados às pressas. O grande problema é que o sítio dele fica entre os rios Doce e Preto, e se o Rio Doce subir ainda mais, vai acabar atingindo os tanques de peixes, que são no solo. Ali tem tilápia e bagre. Perguntamos quantas pessoas residem na propriedade e a resposta foi: "Só eu. A minha família fica no Areal e vem pra cá somente aos finais de semanas, pois da lama da Samarco ninguém quer morar aqui".
Mas o produtor rural teme que a cheia também chegue até Areal, e se chegar, terá que ir para a Vila de Regência. "Vamos ver o que acontecerá. espero que o nível do rio Doce pare de subir, pois somente isto resolveria", disse ele.
Às 11h36, tentamos novo contato com Antônio, mas fomos informados pela esposa dele que "o sítio está alagado e sem acesso. Se entrar de botas a água já entra nas botas. O prejuízo só depois que baixar a água pra avaliar", disse ela. A mulher explicou que no local tem plantação de milho, aipim, batata-doce, cacau, banana da terra, nanica e prata, além de vários pés de laranja e outras frutas.
Os telefones para pedidos de socorro mediante a cheia são o 193 e o 99983-5661.
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