
“Vamos mostrar que somos trabalhadores, e se hoje não estamos mais exercendo a profissão, foi porque essa empresa matou nosso rio, então, queremos os cartões que não foram entregues, e queremos nosso pagamento da Indenização e também queremos o Rio Doce de volta”.
Foi com a declaração acima que uma pescadora justificou a iniciativa que ela e outros profissionais do setor irão tomar na próxima sexta-feira, dia 10, às 8 horas, quando mais um protesto marcará a fatídica era pós lama no Rio Doce desde que aconteceu o rompimento das barragens da Samarco, em Mariana (MG).
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De acordo com a pescadora que procurou a nossa Redação para “pedir apoio também a quem não é pescador”, haverá uma concentração em frente a Colônia de Pescadores, na Avenida Governador Lindemberg, 606, Centro, de onde os manifestantes seguirão até ao escritório da Renova, na Rua Rufino de Carvalho, mesmo bairro, para uma "gigantesca" manifestação.
Desta vez, os pescadores, segundo informações da leitora que procurou a nossa Redação, irão caminhando atrás de carros com as embarcações nos compartimentos de carga ou reboques. A mulher disse que cerca de 100 pescadores confirmaram participação e eles são da sede e do litoral do município. “Vamos fechar a rua em frente ao escritório deles, ninguém passará, só quando sair nossa indenização. Usamos botes e não barcos, por isso, não temos nota fiscal dos botes, pois são artesanais e os fizemos com amor para ganhar nosso sustento. Chega de enrolação, queremos solução”, disse a pescadora.
Nós entramos em contato com a Fundação Renova, entidade responsável pelas respostas às demandas sobre o desastre ambiental, que é o maior já registrado no Brasil. A informação que recebemos é que atualmente, cerca de 3,7 mil pessoas recebem os cartões auxílio no Espírito Santo e que a entrega considerou um cadastro emergencial logo após o rompimento da barragem. Em outubro de 2016, a Fundação iniciou um novo cadastro integrado, com informações sociais e econômicas detalhadas. “Especificamente para os pescadores, a Renova flexibilizou a documentação para facilitar a comprovação de dependência econômica e financeira da atividade pesqueira. Para essa comprovação são aceitos documentos como nota fiscal de venda de pescado, declaração de algum comprador e cadastro em programas sociais ou órgãos públicos como pescador antes do rompimento da barragem. A partir desses dados, estão sendo reavaliados os auxílios e definidas indenizações, ações de reparação e integração das pessoas aos programas previstos pela Fundação”, diz a Renova.
Já em relação à indenização, especificamente para os pescadores, a Fundação Renova disse que elaborou por meio de construção conjunta uma proposta de indenização coletiva. A proposta teve como base estudos que indicaram a renda média para cada categoria de pescador.
A construção, ainda segundo a Renova, foi realizada em conjunto com representantes das comunidades pesqueiras e participação de entidades do poder público (ICMBio, Superintendência da Pesca, Incaper, Ministério Público, Defensoria Pública), e baseada em estudos do setor pesqueiro. A proposta aprovada, afirma a Fundação, quita a renda referente aos últimos dois anos, sem descontar o auxílio, mais o valor referente aos danos materiais e danos morais. “Todo ano será avaliada a retomada das atividades nas comunidades. Caso não tenha voltado às condições produtivas, o pescador receberá o valor do lucro cessante ao final de cada ano. É importante ressaltar que, até o momento, cerca de R$ 500 milhões já foram gastos com auxílios e indenizações em Minas Gerais e no Espírito Santo”, conclui a nota recebida pelo Site Eu Vi em Linhares.
Esse. Rio estava morto, a empresa so o sepultou, era esgosto, retirada de areia, ninguém pescava, tudo /////////////////,
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