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A minha história Barbara

Ela sofreu preconceito, mas venceu obstáculos e hoje conta a sua história

Conheça como Bárbara venceu a obesidade.

03/08/2017 18h38
Por: Redação
Ela sofreu preconceito, mas venceu obstáculos e hoje conta a sua história

“Sempre fui acima do peso, passei a infância, a adolescência, e juventude vivendo de forma desconfortável e limitada, por ser obesa, sem contar com o preconceito social”. Assim começa a história da tutora acadêmica Bárbara Pereira de Souza Batista, 34 anos, moradora do bairro São José.

Quem olha as fotografias dessa guerreira e faz comparação entre as de um passado não muito distante com as que ela enviou há uma semana para a nossa Redação, nem imagina o que Bárbara enfrentou para atingir o objetivo através do ofício da medicina.

Casada com Van Carlos Ferreira Batista e mãe de dois filhos, Bárbara disse ao Site Eu Vi em Linhares que mesmo acima do peso já na infância, adolescência e juventude, vivendo de forma desconfortável e limitada, por ser obesa, sem contar com o preconceito social, a situação se complicou mesmo foi em 2003 após o casamento e a primeira gestação. “O excesso de peso começou aumentar de forma descontrolada, sendo que dentro de treze anos (2003 a 2016) tive um ganho de peso equivalente a mais de quarenta quilos, considerando que em 2003 eu pesava cerca de 80 kg e em 2016 cheguei aos 134 quilos”, lembra.

Cair na real

Risco de arritmia cardíaca, hipertensa e vivendo à base de remédio de pressão alta; com um estilo totalmente sedentário, a obesidade cada vez mais limitava a vida de Bárbara. “Sofria de hipertensão, desconforto, desanimo, dores lombares e abdominais constantes, falta de ar, entre outros malefícios, caí na real e me dei conta de que precisava cuidar urgentemente da minha saúde visando benefícios e qualidade de vida”, enumerou nossa entrevistada.

Além de levar uma vida totalmente sedentária, antes de “cair na real”, conforme resumiu, Bárbara alimentava-se de forma totalmente inadequada, em horas erradas, de forma não regrada, com alimentos de auto teor de gordura, como doces, salgados e tinha compulsão por massas. “Sem contar que era muito ansiosa e descontava meus problemas na comida, não tinha autocontrole em relação ao que ingeria, beliscava o tempo todo em horários incorretos”, acrescentou.

De 134 kg para 77 kg

O caminho foi longo até conseguir a cirurgia bariátrica, em Cachoeiro de Itapemirim: “Atualmente considero meu estilo de vida mais saudável, com cerca de 57kg a menos (134kg para 77kg), minha rotina é marcada por uma dieta regada, onde de 3 em 3 horas faço pequenas refeições, salientando que minha refeição principal é o almoço equivalente a 250gm de comida dando sempre preferência aos alimentos mais saudáveis e naturais possíveis, evitando frituras, massas, sucos naturais com adoçante, refrigerantes e alimentos doces”.

Determinação para emagrecer

O processo para chegar à mesa de cirurgia durou cerca de três anos após o momento que Bárbara decidiu correr atrás: “Determinei e decidi correr atrás, sendo que até o procedimento no HECI (Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim) foram 11 meses. Lembrando que eu havia realizado o cadastro para fazer a cirurgia no programa do Hospital Evangélico de Vila, no dia 14 de Novembro de 2013, mas durante esse tempo de espera descobri que havia o mesmo programa lá no HECI e, devido lá ter um processo mais rápido, apesar da distância de 271 quilômetros e os demais desafios encontrados por pacientes que dependem do SUS, não desanimei e optei por lá”, detalhou Bárbara.

E Bárbara prossegue: “Participei da primeira palestra no auditório do HECI no dia primeiro de abril de 2015, e iniciei o meu tratamento médico no dia 08 de maio, onde realizei minha primeira consulta com o doutor André Pícolle Mattar. Daí fui aprovada para participar do programa de cirurgia bariátrica, pois apresentava um quadro de obesidade mórbida com IMC equivalente a 52”.

Paciência

Com todos os papeis para fazer os exames em mãos e depois passar por análise de sete profissionais, foram cerca de seis meses para concluir o procedimento e apresentar ao médico responsável. “Após todos os laudos em mãos, agendei consulta para mostra-los ao médico solicitante, onde no dia 11 de novembro de 2015 tive a consulta novamente. No mês seguinte, passei pela anestesista da equipe médica onde após avaliação médica e aprovação, fiquei aguardando a data prevista para a realização da cirurgia”.

O tão sonhado dia

No dia 11 de abril de 2016, chegou o grande dia, mas Bárbara estava pesando cerca de 128 kg. “Eliminei sete quilos antes da cirurgia, pois durante meu processo de tratamento já havia decidido mudar meus hábitos alimentares por me conscientizar de que a cirurgia em si não seria milagrosa e que, como paciente, eu deveria adotar um novo estilo de vida começando essas transformações de forma pessoal e psicológica”, justificou.

Apoios essenciais

“Durante minha caminhada, detalha Bárbara, contei apoio de muitos amigos, em especial de minha agente de saúde Rubiana Huppy Pires, que me deu apoio profissional, além das orientações necessária em relação aos atendimentos na unidade de saúde local. Ela também me indicou uma psicóloga de grande confiabilidade, a doutora Juliana Mariano, do Instituto Victor Guedes).

Na internação, no dia 10 de abril de 2016, uma amiga muito especial acompanhou Bárbara.  “Ela se dispôs a cuidar de mim no período operatório, tudo voluntariamente. Ela já tinha experiência como operada nesse mesmo tipo de cirurgia, e a você, Elza Miranda (a amiga), eu agradeço, pois você fez toda diferença em relação ao suporte pós- operatório”, lembra Barbara.

“Fui operada no dia 11 de abril de 2016 e era segunda-feira. Lembro como se fosse hoje. Dei entrada no centro cirúrgico às 9h20, lembrando que a técnica utilizada no meu procedimento foi o Bypass Gástrico em Y de ROUX (cirurgia vertical aberta com 19 pontos)”.

“Acordei do efeito anestésico por volta das 17h30 e voltei para a sala da ITI (repouso) por volta das 21h00, sendo que por volta das 21h30 já dei minha primeira caminhada pós-operatório nos corredores do hospital com o apoio de minha acompanhante. Apresentei um quadro de recuperação considerado normal mediante a proporção e complexidade da cirurgia, e consequentemente não apresentou nenhuma complicação. No dia 13 de abril recebi alta”.

“Não posso, ao agradecer a Deus, deixar de citar o suporte e apoio de meus familiares, incluindo meu esposo, Van Carlos Ferreira Batista, e meus filhos”.

Acompanhamento médico até 2018

“Meu acompanhamento médico é realizado pela equipe médica responsável do HECI (Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim), até o ano de 2018, quando estarei recebendo alta do tratamento ao completar dois anos de cirurgia. O cirurgião responsável é o doutor André Mattar; a psicóloga é Emanuelle França Ervatii; e a nutricionista é Jamila Moulin. Tenho ainda suporte médico (SUS) da nutricionista aqui de Linhares, a Doutora Ariana Pessoti Marchiori, e a endocrinologista Elsemery Toledo Silva”.

“Periodicamente passo por avaliações gerais em meu quadro de saúde, através de exames Hemograma, ferro sérico, ferritina, transferrina, proteínas totais e frações, cálcio, colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos, acido úrico, glicemia, proteína creatina, vitamina B 12, vitamina D 250HD e ácido fólico”.

Rotina

“Hoje apresento melhor condicionamento físico, mais disposição mediante aos afazeres e tarefas do cotidiano, sinto-me mais leve fisicamente, tenho facilidade para dormir, mais autoestima, mais saúde, não dependo mais de medicamentos para controlar hipertensão e demais morbidades, e em nenhum momento até aqui houve de minha parte arrependimento pela escolha que fiz em relação a realização da cirurgia bariátrica (SUS), mesmo tenho pleno conhecimento de que seria uma escolha arriscada, onde dependeria totalmente de uma mudança de hábitos, disciplina e abstinência de certos tipos de alimentos em benefícios próprios”.

As fotos foram todas cedidas pela entrevistada.

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