
Um fato passional e verídico e que, literalmente, arrancou a pele de um homem e fará você, leitor, pensar duas vezes antes de brigar com sua esposa. Quem nos conta os detalhes é o delegado Fabrício Lucindo Lima. Confira abaixo:
Aconteceu lá pelos idos do ano de 2010, quando, em uma manhã de sexta-feira de inverno e ensolarada, exatamente como a de hoje (30 de junho de 2017), com todos ansiosos e com grandes expectativas para o final de semana; eis que, a Polícia Militar nos traz uma ocorrência de homicídio tentado, relatando um caso em que, após algumas desavenças de casal, a esposa, com instinto de vingança, aguarda o esposo dormir e ardilosamente se levanta da cama, seguindo em direção da cozinha. Cuidadosamente apanha uma panela no armário, ascende o fogo do fogão duas bocas e coloca meio litro de óleo de cozinha para esquentar, aguardando pacientemente o ponto certo da temperatura ideal.
Enquanto isso, nossa vítima dorme tranquilamente na sua alcova, talvez sonhando com dias melhores para sua vida. Movida por uma raiva que vinha lá do fundo do seu âmago, a mulher apanha a panela com o óleo quente e, sem acender as luzes, caminha pela casa escura, evitando fazer qualquer barulho. Até sua respiração estava contida, afinal não queria despertar seu amásio. Nossa personagem, ao chegar ao quarto e do lado do leito matrimonial, levanta e direciona a panela com óleo fervente até a cabeça da vítima, e sem pensar duas vezes, derrama parte do liquido quente.
Desesperado, o homem se levanta correndo, pulando da cama, com a pele do rosto, orelha e couro cabeludo queimando, desnorteado. Apesar da escuridão e da dor insuportável, consegue encontrar a janela do quarto, onde se apoia e pula para o lado de fora, fugindo desesperado e gritando pelas ruas do bairro.
Encontrado por populares é encaminhado ao hospital da cidade e logo depois para o Dório Silva, hospital referência no Espírito Santo em tratamentos de queimados, onde foi tratado e sobreviveu aos ferimentos, porém, totalmente deformado.
A Policia Civil em trabalhos investigativos, apurou o caso e finalizou a investigação concluído que a suspeita cometeu crime de homicídio tentado qualificado, meio cruel, motivo fútil e dissimulação, já que não deu chances para a vítima defender-se. Ao ser presa e conduzida para Delegacia para ser ouvida, confessa o crime e diz que não se arrepende em nenhum minuto do ato, contando com todos os detalhes a atrocidade.
Como de costume, após o interrogatório, a presa é encaminhada para exames de lesões corporais, fotografias e qualificação.
Um policial que acabara de chegar ao plantão pergunta: Qual o crime da moça para registro no banco de dados? Distraidamente o colega responde: Eu acho que é tráfico de entorpecentes.
Ouvindo a conversa dos policiais civis, a presa se levanta da cadeira onde estava, arruma e corrige o caimento do cabelo, levanta as sobrancelhas, cruza os braços, levanta o nariz, solta um dos braços, e com dedo indicador em riste, diz o seguinte: Vocês estão me ofendendo! Traficante não, meus filhos! HOMICIDA!!!!!!
Delegado de policia que faz a diferença, pessoa gentil e digna que procura trabalhar em benefício da comunidade com zelo e desprendimento; o contrário de muitos policiais , minoria, frustados que ficam em seus gabinetes lá... destilando venenos e invejas perseguindo colegas, MAS poder é efêmero e logo tudo passa .
Mín. 19° Máx. 28°