
A população dos municípios que fazem parte dos projetos do mineroduto e do porto da mineradora Manabi terá a oportunidade de obter informações e esclarecer suas dúvidas, na última semana de janeiro, durante as audiências públicas que acontecerão em Minas Gerais e no Espírito Santo, conforme definição do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais renováveis (IBAMA). Os eventos fazem parte do processo de licenciamento que, se deferido pelo órgão licenciador, permitirão a empresa iniciar o seu projeto de mineração, orçado em R$ 6,5 bilhões e que irá escoar 25 milhões de toneladas de ferro por ano, gerando 9 mil postos de trabalho.
A proposta das audiências, presididas pelo IBAMA, é que as comunidades envolvidas conheçam e analisem os Estudos de Impactos Ambientais (EIAs) e os Relatórios de Impactos Ambientais (RIMA) de todas as fases do empreendimento. O primeiro evento ocorrerá no dia 28, terça-feira, em Ferros, Minas Gerais. No dia seguinte, a equipe do IBAMA e da Manabi apresentarão o projeto em Naque. Na quinta-feira, dia 30, o evento estará em Conselheiro Pena e na sexta-feira, dia 31, desembarca em Linhares, no Espírito Santo.
A empresa já havia iniciado, meses antes, uma aproximação com as comunidades. No ano passado, por iniciativa própria, a Manabi organizou reuniões públicas nas cidades de Morro do Pilar, Ferros, Naque, Conselheiro Pena, Engenheiro Caldas, Resplendor, Colatina e Linhares. Em todos os encontros, mais do que detalhar as fases do projeto, foram colhidas sugestões para que os impactos fossem minimizados e os benefícios potencializados.
Sobre os projetos
Criada em 2011, a Manabi possui os direitos minerários na região do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais, mais precisamente nos arredores das cidades de Morro do Pilar e Santa Maria de Itabira. Estudos apontam a existência de 1,5 bilhões de toneladas de recursos no local onde a empresa planeja montar as suas plantas de extração. As reservas de minério de ferro possuem capacidade para produzir até 31milhões de toneladas por ano, em um teor de 68,5% de ferro, com baixo nível de impurezas.
A produção anual será escoada via mineroduto a ser construído ao longo de Minas Gerais e Espírito Santo, que percorrerá 511 km, passando por 19 municípios mineiros e quatro capixabas, sendo que o último deles, Linhares, receberá também um porto. Tanto nas fases de implantação quanto nas de operação, a expectativa é que sejam gerados nove mil postos de trabalho, muitos deles originados pelas empresas contratadas pela Manabi. O empreendimento ainda aquecerá as economias locais, com o aumento da massa salarial gasta no comércio e nos tributos pagos aos municípios e ao Governo.
Meio ambiente
Enquanto empresas terceirizadas realizavam os EIA/Rima do projeto, a Manabi instituiu o chamado Comitê de Sustentabilidade, formado por especialistas, de dentro e fora da empresa. Esse Comitê desenvolve propostas para que o empreendimento seja conduzido de forma a resguardar os recursos naturais e beneficiar economicamente as comunidades que serão influenciadas.
Institucionalmente, a empresa já vem se envolvendo com as boas práticas ambientais. Em 2012, a Manabi publicou o primeiro Relatório Anual de Sustentabilidade, escrito seguindo as diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI), uma organização internacional sem fins lucrativos cujo objetivo é orientar às empresas a agir de forma ambientalmente e socialmente correta. O Relatório de 2013 já está em produção.
A Manabi também é signatária, desde 2011, do Pacto Global, programa de mobilização da comunidade empresarial pelo mundo, criado pelo ex-secretário geral da ONU Kofi Annan. O objetivo do pacto é perpetuar práticas de negócios que respeitem os direitos humanos, as boas relações de trabalho, o meio ambiente e promova o combate à corrupção.
Fonte: Assessoria Manabi
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