
Sexta-feira, 28 de abril de 2017, ficará marcado na vida da advogada Géssica Belique. “Um dos meus gatinhos de estimação, conhecido como Garfield, de dois anos de idade, agonizou até à morte, após ser envenenado por ação humana”, contou ela antes de escrever emocionantes palavras sobre o triste episódio.
Géssica disse que depois de um de seus longos passeios, o animal voltou para casa em busca de socorro, provavelmente. “Quando retornei do Fórum, lá estavam os meus familiares tentando salvá-lo, em vão. Ele morreu, dolorosamente, aos pés da escada, em nossa varanda”, disse Géssica.
Há grande possibilidade - embora não se possa provar - que alguém nos arredores de onde a advogada reside – no bairro Conceição, próximo ao Posto de Saúde -, pudesse estar se sentindo incomodado com a presença de gatos em seu quintal. Leia abaixo o que mais a advogada disse:
“Ocorre que os animais não se organizam como a gente. Eles não fazem juízos de valor acerca das consequências de seus atos. Quando estão com fome, geralmente comem o que estiver na frente. Se têm sede, até água de poças beberão. Quando precisam defecar, eles não pensam que poderão incomodar o ser humano caprichoso.
Animais são inocentes. Eles podem até padecer de doenças que também se desenvolvem no corpo humano, quando não acabam sendo, também, transmissores dessas moléstias. Todavia, não se pode sair matando os bichinhos como se a morte fosse a primeira e a única solução. É verdade que há casos que exigem o abate de animais adoentados. Porém, essa não é a regra.
Vale lembrar, nesta oportunidade, a importância dos animais em nossas vidas. Muitos deles funcionam como co-terapeutas, ajudando pessoas doentes a se recuperarem ou a fazerem sentido de sua existência; outros servem como guias às pessoas portadoras de alguma deficiência, a exemplo dos cães-guias aos cegos. Sobre a função terapêutica dos animais, recomendo o filme “Nise – o coração da loucura”, disponível no Netflix.
Não é demais sustentar que os animais de estimação são parte da família e que perder qualquer um deles traz enorme dor a todos os que os amam. Não é demais recordar, igualmente, que os maus-tratos aos animais configuram crime no Brasil e que a pessoa comprovadamente responsável pelos atos cruéis receberá as devidas reprimendas legais, após o regular processamento de ação penal.
Se há alguma justiça a ser feita em nome da morte covarde de animais, que esta mensagem sirva de conscientização a muitos e que os casos de violência contra os bichinhos sejam melhor debatidos em nossa sociedade.
Descanse em paz, Garfield. Já sentimos a sua falta!”.
Géssica Belique é advogada, professora de inglês, pós-graduada em Filosofia e Teoria do Direito pela PUC-MG e “mãe” da Pietra (cadelinha pinscher), do Chamito (gatinho) e do Bunny (coelhinho).
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