
Atualmente na chefia da Delegacia de Polícia Civil de Sooretama, o delegado Fabrício Lucindo, que atuou por muitos anos em Linhares, lembra um fato curioso registrado em 2013, Linhares, onde, “no fim das contas”, uma vítima de tentativa de homicídio foi parar, sem saber, na mesma enfermaria de hospital onde depois apareceram dois indivíduos que tentaram matá-la. Leia abaixo:
Toda Delegacia de Polícia Civil deveria ter, pelo menos um policial bem chato, daqueles que procuram o fio da meada onde outros não enxergam, com imaginação fértil e faro apurado. Iniciando nosso papo, em um dia não tão belo... chegando cedo ao trabalho, o Delegado de Polícia é logo arrebatado por dezenas de ocorrências policiais da noite anterior; Eis que surge um investigador e apresenta 04 ocorrências policiais isoladas, encontradas entre dezenas de outras, porém ele insistentemente diz que estão interligadas.
Como nosso amigo era Policial da Delegacia de Homicídios, logo pela manhã, já havia criado uma indisposição com o cartório distribuidor das ocorrências, pois queria as cópias antes de todo mundo, com os Policiais da Delegacia Patrimonial. Afinal, três das quatro ocorrências relatavam casos de furtos e roubos, que não caberia a ele investigar, mas vamos lá...
A primeira ocorrência relatava um furto de uma motocicleta, a segunda um homicídio tentado em um bairro da periferia, onde dois indivíduos, armados, usando uma motocicleta e de capacete, efetuaram disparos que alvejaram uma pessoa; socorrida para um hospital da cidade, sobreviveu. Terceira ocorrência: duas vítimas de um crime de roubo tentado, informando terem sido abordadas por ladrões e como fugiram da ação dos bandidos, foram alvejadas por disparos de arma de fogo. Quarta ocorrência: o encontro da motocicleta furtada, aquela da primeira ocorrência, com marcas de sangue e de disparos de arma de fogo.
Imediatamente o Delegado solicita a presença da Perícia Criminal e em um brilhante trabalho, coletam os vestígios de sangue na motocicleta e encaminham para o laboratório de DNA da Policia Civil, na Capital.
Ouvimos a vítima e testemunhas do homicídio tentado e estas disseram que não poderiam reconhecer os autores do crime, pois era noite, e a escuridão não permitiu e os dois estavam de capacetes. Porém, reconheceram a motocicleta com as marcas de disparos, como sendo a que foi usada no crime.
Ouvimos os dois que teriam sido vítimas do roubo tentado, e estes contaram que foram abordados por bandidos quando estavam caminhando pela rua e, como tentaram fugir, foram alvejados por disparos de arma de fogo, também não conseguiam reconhecer os autores.
Bom, desde o início, desconfiamos da estória mal contada, solicitamos a coleta do padrão de DNA das duas vítimas de “roubo tentado”, e a comparação com os vestígios de sangue coletados pela Perícia Criminal na motocicleta, aquela da quarta ocorrência, usada no cometimento do crime de homicídio tentado... “bingo!”: as supostas “vitimas” do “roubo tentado”, na verdade estavam mentindo, a dupla furtou a motocicleta para cometer o crime de homicídio, porém, quando passaram pelo local e atiraram na vítima, também foram rechaçados por disparos de arma de fogo e acabaram feridos. Então, abandonaram a motocicleta e inventaram a história de terem sido vítimas de um crime de “roubo”, quando procuraram ajuda no hospital da cidade. O resultado do Laudo Pericial, exame de DNA, revelou a mentira dos dois sujeitos. Caso encerrado, autores presos!
Curiosidade do caso: A vítima do homicídio tentado, sem saber quem seriam os autores do crime, foi socorrida e internada no mesmo quarto de hospital dos autores, os dois que alegaram que teriam sido vítimas de “roubo tentado”.
Lugar de vagabundo não é em hospital, é na cadeia ou no ;;;;;;;;;;;;;, pq eles não tem pena de ninguém e quando pega alguém, não quer só roubar, mas na maioria das vezes, fazer malvadeza. Drº Fabrício, parabéns pelo seu ótimo trabalho, que Deus esteja sempre te protegendo das mãos desses mal feitores que temos neste mundo.
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