
Uma realidade que exigirá criatividade e transparência na gestão pública: Os Prefeitos que assumiram seus cargos em 1º de janeiro de 2017, estão enfrentando grandes dificuldades para administrar seus municípios, administrar um município neste tempo de crise com inúmeros problemas herdados dos seus antecessores, as receitas oscilantes diminuição constante da arrecadação e crescimento das despesas nas Prefeituras, principalmente nas áreas da saúde, educação e outras demandas essenciais. Os municípios com, raríssimas exceções, passam por problemas semelhantes.
Diante do quadro atual e o desenho das despesas e receitas dos municípios, administrar não é missão fácil, e quando falamos da administração pública, as dificuldades é imensa para os recursos disponíveis, sem contar com burocracia (necessária) das leis. Os gestores precisam saber a onde querem chegar, ter capacidade administrativa e contar com o empenho dos servidores bem como a compreensão e participação da sociedade. Os desafios existem. Ninguém pode negar. Mas precisamos de prefeitos que tenham competência para enfrentá-las com visão estratégica e, principalmente, responsabilidades.
Além dos desafios anteriormente citados, os Prefeitos irão administrar com poucos recursos, precisam de foco, determinação, bons assessores e estímulos aos colaboradores que auxiliam na Administração Pública Municipal é possível, a médio e longo prazo, iniciar os primeiros passos para execução obras, é necessários a presença de investimento do Estado e União, levando em consideração que o orçamentos dos municípios estão muito apertado e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, prevê a possibilidade das contas publicas de 2016, apresentarem um rombo de resto a pagar na ordem de 15 a 20% da arrecadação prevista para exercício do corrente ano.
Os novos Prefeitos enfrentam os desafios de serem mais estadistas, é preciso ter lealdade maior com o bem público e sabedoria para viabilizar novas parcerias com a sociedade civil e da mesma forma definir estratégias para colocar a casa em ordem, optando pelo governo com perfil técnico. Dando prioridade aos técnicos em contabilidades e especialista em finanças públicas para viabilizar uma política de equilíbrio financeiro sem frear os investimentos necessários para a população. Não se permite mais um governo extremamente populista, sendo necessário que os prefeitos ampliem o dialogo com a sociedade civil para decidir as prioridades, o executivo precisa trazer a participação popular para dentro da administração pública.
Tarcísio Silva é advogado, Pós Graduado em Gestão Municipal de Políticas Pública FDV e Vereador em Linhares.
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