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Risco de câncer de próstata é maior em negros do que em brancos

O rádio-oncologista Persio Freitas, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), acrescenta que um tipo de câncer de próstata é mais comum entre os negros brasileiros:

23/11/2016 às 20h03
Por: Redação
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Risco de câncer de próstata é maior em negros do que em brancos

O câncer de próstata é o segundo que mais afeta a população masculina no Brasil (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Dados apontam que a probabilidade de um homem negro ter a doença é 1,6 vez maior do que um branco. E essa diferença pode se dar, em parte (cerca de 5% a 10%), devido a uma propensão genética, observada pelas altas taxas de incidência desse câncer em jamaicanos, caribenhos e americanos com ascendência africana.

O rádio-oncologista Persio Freitas, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), acrescenta que um tipo de câncer de próstata é mais comum entre os negros brasileiros: “O adenocarcinoma. Ele ocorre mais precocemente, sendo o mais grave”, afirma. Essa prevalência foi identificada em uma pesquisa feita pelo Hospital das Clínicas de São Paulo com mais de 3 mil homens.

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Europa

Já na Europa, uma análise de todos os casos da doença registrados nas cidades de Bristol e Londres, realizada pela Universidade de Bristol, revelou que os homens negros que vivem na Inglaterra têm até três vezes mais risco de sofrer de câncer de próstata do que os brancos.

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“Antes, suspeitava-se de que os negros demoravam procurar assistência médica e, por isso, os tumores eram detectados em estágio avançado. Mas, as evidências mostraram o contrário. Eles, na verdade, eram afetados pela doença até cinco anos mais cedo do que os brancos e tendiam a fazer o teste PSA (sigla em inglês para antígeno prostático específico) – exame que alerta para a possibilidade de câncer – antes dos 50 anos”, completa o rádio-oncologista.

Influências socioeconômicas e geográficas

Se de 5% a 10% do risco podem ser genéticos, o restante da diferença tem sido atribuído, pelo Inca e pela sociedade científica, a fatores como o estilo de vida, a alimentação e o acesso à saúde.

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Quanto ao primeiro, há o exemplo dos imigrantes japoneses nos Estados Unidos. “Eles apresentam um índice de câncer de próstata superior ao dos homens que vivem no Japão. Isso é um paradoxo, porque originalmente essa etnia e a indígena formam um grupo no qual a incidência da doença é até 70% menor em relação à branca. Por essa razão, é fundamental que a população negra fique um pouco mais atenta em relação à importância do diagnóstico precoce”, comenta Persio Freitas.

Por Samira Rebuli

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