
A Pacata Vila de Regência, interior do Estado e litoral de Linhares onde o Rio Doce deságua no oceano, segue firme e forte após um ano da chegada da lama contaminada da Samarco. Novembro de 2015, e a Vila se tornou o centro das atenções do mundo após o anúncio de que a lama estava chegando. Jornalistas de emissoras de televisão, rádios, mídia eletrônica estavam com a pauta “lama no Rio Doce”: “Considero a data triste, talvez, a mais triste da nossa história, mas estamos resistindo e quando uso o plural é realmente para que o Brasil considere a força que tem um povo, mesmo após esse desastre ambiental”, declarou um nativo que não quer ser identificado.
A fonte afirma que até hoje não conseguiu qualquer benefício da mineradora - que já recebeu 10 multas desde o rompimento da barragem em Mariana, Minas Gerais – . “O que recebi foi prejuízo. Meu sonho de viver tranquilo aqui foi destruído, meu negócio se acabou, pois quem vem aqui nem coragem de comer peixe, mesmo explicando que não foi pescado aqui, tem”, disse o nativo.
Pousadas antes disputadas nesta época do ano, segundo afirmativa da nossa fonte, agora estão fechadas, muitos que investiam e ganhavam um bom dinheiro com comércio de alimento, agora amargam a realidade de ver a Vila praticamente vazia. Mas o povo de Regência é guerreiro e não deixou o clima ficar como a lama, contaminado. Datas comemorativas ganharam atenção da própria comunidade e assim “é a vida que segue”, resumiu o nativo.
“Tentam amenizar com água potável, mas o que queríamos mesmo, e isto sei que nunca mais teremos, é nosso rio Doce e a nossa praia de volta”, considerou o nativo. Antes de finalizar suas considerações, a nossa fonte pediu que “seja lá quem for, mas que os políticos eleitos nas últimas eleições não fechem os olhos para esse grandioso problema que está longe de ser resolvido”.
Mín. 19° Máx. 28°