
Todo ano é assim: em busca dos direitos e melhorias no trabalho, os bancários cruzam os braços no Brasil, ou, pelo menos, a maioria deles. E após 31 dias de greve, a categoria encerrou o movimento nesta quinta-feira (6).
A greve supera a de 2004, primeiro ano em que os bancários se uniram para negociar melhores condições para a categoria e que tinha sido a mais longa até então com duração de 30 dias, segundo a Confederação Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Já o movimento do ano passado durou 21 dias.
Negociação
Os bancários aceitaram a terceira oferta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos): reajuste de 8% em 2016 e abono de R$ 3.500. A proposta também inclui aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15%, no vale alimentação.
Os bancos também se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas. A reunião do Sindicato dos Bancários acabou por volta das 22h00 desta quinta. As agências voltam a funcionar nesta sexta-feira (7).
Os bancários pediam a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real (totalizando 14,78% de reajuste), valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90.
O atendimento nas agências que aderiam à greve volta ao normal nesta sexta-feira (8). Foto: Sindibancários
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