
O retrato da calmaria. É assim que se pode chamar as eleições 2016 na Escola Jerônimo Monteiro, localizada na Avenida Presidente Costa e Silva, no bairro Novo Horizonte. Na via, a movimentação de veículos constante chamou a atenção, já no interior do estabelecimento, poucos eleitores estavam nas portas das salas onde foram colocadas as urnas.
Na calçada, do lado esquerdo da entrada para a escola, existe um ponto de ônibus. Já do lado direito, um policial militar estava à postos para quaisquer chamadas relativas à possíveis crimes eleitorais.
E no chão, uma prova de crime eleitoral: “santinhos” jogados no acostamento, tanto em frente ao estabelecimento de ensino quanto em um bar que fica em frente. “Eu vi que não pode e gostei muito, porque só serve mesmo para sujar a rua e entupir esgotos. Mas se não pode e é crime, porque estão aqui?”, perguntou uma eleitora.



Para outra eleitora, quem vota consciente já sai de casa “com os números anotados ou decorados” e quem despejou o material de propaganda eleitoral deve ser punido. “Se o candidato age assim antes de ser eleito, imagina se for? Eu divido que sejam punidos”, disse ela.
Um homem que disse estar no local desde cedo para “acompanhar” o movimento, disse que os santinhos estavam no local desde que o dia amanheceu. Vale lembrar que jogar santinho em via pública e próximo aos locais de votação configura crime na Lei Eleitoral e o responsável pode ser punido com detenção de seis meses a um ano, com alternativa de prestação de serviço a comunidade e multa de R$ 5.320,50 a R$ 16.961,50.
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