
“Somente nesta loja eu trabalho há 30 anos, e é a primeira vez que vejo a chuva atrapalhar as vendas no comércio de Linhares assim, no período que mais esperamos vender”. A declaração é do lojista Paulo Alves de Assis, proprietário de um dos mais tradicionais estabelecimentos de Linhares. Em uma data como a de hoje, a loja estava lotada no ano passado, mas em 2013, além de funcionários e patrões, pouco mais do que três consumidores olhavam mercadorias quando nossa equipe esteve no local por volta das 14 horas desta terça-feira (24).
O prejuízo até que estava sendo esperado desde que a meteorologia previu chuva, mas não como ocorreu: “As vendas caíram 30 por cento se comparadas ao dia 24 de dezembro do ano passado”, calculou Paulo, que hoje precisou abrir as portas, na Praça Nestor Gomes, com três funcionários a menos. “Eles não conseguiram chegar por causa do tempo”, explicou.
Na Rua Monsenhor Pedrinha, alguns metros após a loja de Paulo, outros três estabelecimentos do mesmo porte pareciam disputar consumidores a dedo, ou melhor: no grito. Na calçada da primeira loja, uma comerciária faltou puxar nossa equipe para tentar vender, enquanto que na segunda, cerca de oito funcionários dobravam roupas remexidas por alguns consumidores que apenas olharam, mas não levaram. “Não vai dar para atingir a meta do mês”, confidenciou uma vendedora.
Na terceira loja, um locutor fazia sorteio dando a entender que o estabelecimento estava cheio. Ao conferir, nossa equipe encontrou o que seria, de acordo com um vendedor, apenas 20 por cento de consumidores que deveriam estar comprando. “Nunca vi uma coisa dessas em Linhares”, desabafou o comerciário.
Pelas calçadas de avenidas e ruas de grande movimento no Centro de Linhares nesta época do ano, a quantidade de consumidores “batia” com as declarações de Paulo Alves de Assis, e dos comerciários entrevistados.
Solução
Se por um lado as vendas de fim de ano foram verdadeiro fracasso para o lojista de Linhares, por outro lado é benéfico para o consumidor, pois os preços de bolsas, calçados e roupas tendem a cair. “Teremos que pegar o estoque e fazer promoções depois do ano novo, já visando o carnaval. Vamos torcer para que bons tempos venham”, disse o experiente Paulo.
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