
Alertar e debater nas escolas e comunidades acerca dos índices de violência contra os professores educadores e, principalmente, entre alunos, os possíveis motivos, facilidades e causas geradoras da violência. Esse é o objetivo de um Projeto de Lei protocolado na Câmara Municipal de Linhares (CML) nesta terça-feira (28).
A iniciativa foi motivo, ainda, de uma reunião realizada no mesmo dia em que se deu o protocolo. O encontro envolveu mães do Conselho de Pais do Centro Educacional Infantil Municipal (CEIM) "Adagmar Pinto dos Santos", localizado no bairro Interlagos, onde reside o vereador Francisco Tarcísio Silva, autor do projeto.
Tecnicamente falando, trata-se de um programa permanente que envolve todas as escolas municipais, com instalação de comissões internas de prevenção à violência. Ao apresentar o modelo no estabelecimento de ensino citado acima, o vereador explicou que essa Comissão vai atuar para “observar as condições e situações de risco de acidentes e violência no âmbito escolar e arredores da escola, solicitar medidas para reduzir e até eliminar os riscos existentes, discutir os acidentes e violências ocorridas e solicitar medidas que previnam a repetição de eventos semelhantes”.
Tarcísio, que mantém as suas ações amplamente divulgadas na rede social, explica na publicação sobre o projeto que agora a Matéria será “analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), discutida para ir para a votação. Se aprovada, ocorrerá o encaminhado para sanção do Poder Executivo”.
Mães
Em contato com o vereador, ele disse que foi procurado por duas mães e a ideia de criar o projeto veio delas. “Após duas reuniões e com total participação dessas mães, elaboramos e protocolamos o Projeto. É de extrema importância essa iniciativa e essas mães estão de parabéns”, disse Tarcísio.
Uma das mães que aparecem na foto com Tarcísio Silva é a advogada Keila Amaro, que decidiu matricular a filha de um ano e oitos meses no espaço público por opção. A advogada notou situações, segundo ela, que lhes chamaram a atenção. “A mídia, geralmente, divulga casos de extremos. Mas precisamos saber a origem de um pequeno hematoma e a escola, sozinha, não tem como ampliar os atos para até evitar que aconteçam esses casos de grande repercussão”, disse Keila.
A outra mãe é Janine Coslop, que tem um casal de gêmeos na mesma escola (CEIM) e disse que, na casa dela não se espanca, mas educa. “Nós temos que nos envolver nessas ações para que as crianças sejam, de fato, protegidas em certas situações”, disse ela.
E continua valendo a sua denúncia, caso saiba de alguma violência contra a criança. Os números do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente são: 3264-3277, 99857-7964 (Regional I), 99857-7562 (Regional II).
Mín. 19° Máx. 28°