
Trafegando pela Rodovia BR-101, no perímetro urbano de Linhares nesta sexta-feira (24), uma cena chamou a atenção da nossa equipe: os radares, aqueles aparelhos que tanto ajudam no combate à violência no trânsito por obrigarem os motoristas a reduzirem a velocidade, estavam todos cobertos por uma espécie de sacola preta.
Procuramos por informações e, uma pessoa que trabalha na Grande Vitória, onde fica localizada a filial da empresa que atua na manutenção dos radares ao longo dos quilômetros da rodovia administrados pela Eco 101, disse que todos os aparelhos estão cobertos pelo fato de “uma complicação” gerada pela falta de pagamento referente aos serviços prestados.
Ainda segundo a fonte, a decisão foi tomada após uma reunião realizada na manhã desta quinta-feira (23), com representantes da referida empresa, da Eco 101 e do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. “Foram utilizadas sacolas pretas de 200 litros”, disse a fonte que garantiu o veto ao objetivo de cada um dos radares.
As sacolas pretas, ainda de acordo com a fonte, começaram a ser colocadas nos radares logo após a reunião e que a solução viria “somente depois que a complicação for resolvida”. Em contato com a repartição do governo que poderia falar sobre o assunto, a ligação nem foi completada.
Em contato com a Eco 101, a informação é que uma nota estava sendo elaborada sobre o assunto, para envio à imprensa. A nota será divulgada neste mesmo espaço quando for enviada.
Atualizada às 17h45 – A Assessoria de imprensa da Eco respondeu: “A Eco101, segue as orientações da ANTT, de acordo com a nota já encaminhada pela Agência à imprensa”. E completou: “Os controladores de velocidade, que estavam em operação nas rodovias federais concedidas, foram submetidos a processo de encerramento da operação pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte(DNIT), devido a restrições orçamentárias. Visando ao controle de velocidade e à redução da quantidade/gravidade dos acidentes, os locais onde foram implantados equipamentos pelo DNIT serão aproveitados, e os equipamentos poderão ser repassados para a concessionária ou por ela serão implantados novos equipamentos quando necessário.
O referendamento das multas será por meio do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), órgão de trânsito competente. Pelo fato do DPRF e DNIT realizarem o processamento de multas com algumas diferenças de procedimento, alguns ajustes técnicos são necessários para que o processamento, que era do DNIT, seja efetuado pelo DPRF”.
A Eco explica que a nota acima foi encaminhada pela Assessoria de Comunicação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
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