
“Um herói de verdade nunca morre, Seja doador de órgãos. Deixe sua família saber”. Com faixa expondo os dizeres citados, além de cavalete e adesivos voltados para incentivar as pessoas a oficializarem, inclusive junto às famílias, que são doadoras de órgãos, parentes do empresário Jacenir Galon foram para os semáforos do perímetro urbano de Linhares na manhã deste sábado (4).
O objetivo é conseguir um fígado para Jacenir que, de acordo com informações de um familiar, recebeu a informação da medicina de que, caso não consiga um doador, poderá morrer no prazo de um ano ou menos.
O dilema
Pai de três meninos de 3, 6 e 9 anos, e da universitária Jacyelle Cristina Galon, de 23 anos, Jacenir corre contra o tempo e, para que outras famílias encontrem mais facilidade em situações similares, foi organizada a mobilização. “Muitas pessoas declaram que são doadoras de órgãos, mas não avisam à família. É triste saber que alguém precisa viver às custas de outra morte, mas eu achei essa iniciativa muito importante quero parabenizar esta família”, disse uma motorista que passou pelo cruzamento da BR-101 com a Rua Monsenhor Pedrinha, viu a cena e saiu com um adesivo e ciente de que, já na próxima segunda-feira (6) irá atrás do necessário para a declaração de doadora de órgãos.
A família corre contra o tempo, mas não perde as esperanças. Todos estão unidos no propósito de ajudar não somente Galon, mas outras pessoas que vivem o mesmo dilema. Os contatos deixados com o Site Eu Vi em Linhares são os telefones (27) 99746-7272 e 998491734.
Para doar órgãos em vida é necessário:
Ser um cidadão juridicamente capaz;
Estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais;
Apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação;
Querer doar um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do doador continuar funcionando; "Ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante; e Ser parente de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com autorização judicial.
Para se tornar um doador de órgãos a pessoa precisa: conversar com a família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. A doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.
Requisitos para um falecido ser considerado doador:
Ter identificação e registro hospitalar;
Ter a causa do coma estabelecida e conhecida;
Não apresentar hipotermia, hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do sistema nervoso central;
Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante;
Submeter-se a exame complementar que demonstre morte encefálica, caracterizada pela ausência de fluxo sanguíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral; e
Estar comprovada a morte encefálica. Situação bem diferente do coma, quando as células do cérebro estão vivas, respirando e se alimentando, mesmo que com dificuldade ou um pouco debilitadas. Observação: Após diagnosticada a morte encefálica, o médico do paciente, da Unidade de Terapia Intensiva ou da equipe de captação de órgãos deve informar de forma clara e objetiva que a pessoa está morta e que, nesta situação, os órgãos podem ser doados para transplante.
O que posso doar?
Córneas (retiradas do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidas fora do corpo por até sete dias);
Coração (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo seis horas);
Pulmão (retirados do doador antes da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por no máximo seis horas);
Rins (retirados do doador até 30 minutos após a parada cardíaca e mantidos fora do corpo até 48 horas);
Fígado (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);
Pâncreas (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);
Ossos (retirados do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por até cinco anos);
Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);
Pele; eValvas Cardíacas.
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