
“No meu Plano de Governo não estava previsto nenhuma mega crise nacional como a que estamos vivendo hoje. Governar com dinheiro transbordando, como aconteceu nas gestões passadas, é fácil. Quero ver administrar uma cidade tendo que fazer cortes drásticos a cada mês”. A declaração é apenas uma das diversas feitas pelo prefeito de Linhares, Jair Corrêa, o Nozinho Corrêa, ao se manifestar sobre o resultado de uma pesquisa divulgada no último fim de semana em um jornal de circulação no Estado.
Na publicação feita na tarde desta segunda-feira (4), na página oficial que o político mantém no Facebook, ele ainda expôs: “Também não estavam previstas uma série de catástrofes em tão curto período de tempo: A maior enchente da história, a maior crise hídrica já registrada e o maior desastre ambiental já ocorrido em solo nacional, que foi a lama de rejeitos da Samarco no Rio Doce”.
No quesito Saúde, o prefeito disse que “o número de atendimentos pulou de 200 para 700 pacientes por dia” referindo-se ao Hospital Geral de Linhares (HGL), e atribuiu isso aos procedimentos de pessoas que saíram dos planos particulares para o atendimento público. “Mesmo o HGL aguentando nas costas todo o Norte do Estado, em nenhum momento o Governo do Estado se prontificou a ajudar”, diz Nozinho.
O manifesto conta com sete itens e, ainda na introdução, o prefeito questiona: “Cerca de 50% dos entrevistados acham a gestão regular, boa e ótima, mas apenas 1,5% votariam em mim novamente. É muita discrepância para uma mesma pesquisa”. Em seguida, o chefe do Executivo de Linhares postou os tópicos.
O primeiro é sobre a crise que afeta o Brasil e, consequentemente, Linhares. “A previsão é chegar ao final do ano com perdas na casa dos R$ 60 milhões, o que se juntarmos com os números de 2015 chegaremos próximos a uma queda de arrecadação da ordem de R$ 100 milhões”, diz o tópico.
Os cortes de gastos com demissões, inclusive de secretários, entre outras medidas adotadas, estão no segundo tópico e em seguida o prefeito fala sobre a Saúde no terceiro e quatro tópicos, onde cobra a representatividade de Linhares no Legislativo Capixaba.
Nos tópicos seguintes, Nozinho detalha sobre as obras que não teve como fazer por conta da crise e destaca o motivo de não ter construído a Rodoviária, citando, inclusive, nome de um vereador. “Tudo estava pronto, terreno adquirido e tudo mais”, disse ele antes de mencionar o motivo de a obra não ter sido iniciada.
Lamentando o fato e voltando a falar da crise, Nozinho disse: “Quero ver administrar uma cidade tendo que fazer cortes drásticos a cada mês. Mas um bom gestor não é aquele que rema com o vento a favor, mas, sim, aquele que enfrenta as maiores tempestades e segue de pé. E estou enfrentando um verdadeiro furacão sem abaixar a cabeça”.
No último tópico, onde fala sobre as catástrofes citadas acima, Nozinho conclui o manifesto: “Agradeço a todos os linharenses, mas os números não me fazem baixar a cabeça. Muito pelo contrário. Não sou homem de fugir de desafios”.
Foto: página na rede social
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