
A notícia que saiu em um especial de um jornal de grande circulação no Estado, dando conta de que “Contaminação de peixes do Rio Doce é 140 vezes maior que limite”, parece não ter surtido efeito ao cotidiano de alguns pescadores em Linhares.
O internauta Camilo Falqueto, leitor assíduo do Site Eu Vi em Linhares, enviou a foto ao lado e disse que a cena vista nesta segunda-feira (28), quando fez a foto, acontece todos os dias na parte do Rio Doce, entre a Ponte Joaquim Calmon e o bairro Aviso. “A pescaria da manjubinha, pelo que observo, acontece todos os dias”, disse ele no comentário sobre o que viu. “Fotografei hoje (28) as 14h00, passando de ônibus. A pesca acontece na parte de baixo da ponte, na direção do bairro aviso, todos os dias neste horário eles estão lá. Gostaria de saber se esse pescado vai para as nossas mesas, se estamos consumindo esse peixe contaminado e o que está sendo feito por parte das autoridades”, concluiu o internauta.
Divulgação após “semana santa”
A divulgação exclusiva do jornal se deu após a semana santa, comemorada pelos católicos e tida como período em que o consumo de peixe aquece devido à torta capixaba, tradição à mesa do consumidor nessa época do ano.
Leia o trecho da introdução do especial do jornal, publicado, inclusive, no portal G1. “A contaminação por metais de alguns peixes do Rio Doce ultrapassa os limites permitidos por legislação em até 140 vezes. Este, por exemplo, é o nível de arsênio encontrado no peixe roncador, quando o máximo tolerado seria 1. É o que aponta o primeiro laudo produzido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) sobre pescados e mariscos da região. O jornal A Gazeta teve acesso ao relatório com exclusividade”. E a publicação expõe: “O documento foi apresentado à direção de vários órgãos públicos – como Iema, Tamar, Ibama e o próprio ICMBio – e a pesquisadores em seminário realizado entre os dias 15 e 16 de março. Mas ainda não foi divulgado à população por nenhum deles”.
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