
Vésperas de fim de ano, chegada do verão que promete ser um dos mais quentes dos últimos tempos, praia e uma realidade bem diferente das dos anos anteriores. É esse o quadro em Regência após a chegada da lama com rejeitos de minérios da Samarco.
Centro das atenções no Brasil e notícia no mundo inteiro após o desastre ambiental provocado pelo rompimento de barreiras em Mariana, Minas Gerais,, Regência recebe doações de comida e água que chegam de diversas cidades, inclusive da própria Linhares, onde mobilizações envolvendo eventos musicais e esportivos arrecadam alimento para entregar a comunidade.
Mas postagens realizadas através das redes sociais têm deixado algumas pessoas tristes e preocupadas com o que pode acontecer daqui para frente. “Regência tem enfrentado esse difícil momento e sabemos que a situação não é das melhores, mas para que piorar ainda mais?”, pergunta um comerciante da Vila que procurou a nossa redação para pedir que as pessoas sejam, digamos assim, menos radicais, ao exporem seus sentimentos sobre a vila nas redes sociais.
A informação que chegou ao Site Eu Vi em Linhares dá conta de que a “confusão” ganhou evidência após uma pessoa, que esteve na vila no último fim de semana, publicar na rede social a foto em destaque, com o seguinte comentário: “Agora em Regência. Pescadores a 40 dias parados. Todas as pousadas vazias. Comércio local à míngua. Nem uma alma na praia. Uma das maiores reservas naturais do planeta, área de desova da quase extinta tartaruga gigante, totalmente estéril. Sem dúvida o maior crime ambiental tupiniquim. E a lama grossa ainda nem chegou até aqui...”. A publicação, que conta com milhares de curtidas e centenas de comentários, foi seguida da hashtag “riodocevivo” e, por melhor que tenha sido a intenção do internauta (ele terá o nome preservado), a iniciativa não agradou os que são afetados em cheio pelo desastre ambiental ocorrido na Vila.
“Sabemos que a intenção de quem postou não é prejudicar, mas pedimos que as pessoas tenham cautela ao exporem seus sentimentos na internet, pois estão prejudicando ainda mais a comunidade nessa situação já tão complicada”, comentou o comerciante e leitor.
Ao recebermos a informação, o comerciante não quis ter o nome publicado e pediu que não fossemos “a fundo” com a realidade de Regência, pois isso “também agravaria a situação”. O morador explicou que as pessoas acostumadas a passarem as festas de fim de ano na vila, devem mostrar “o amor” para com a comunidade e “fazer isso mesmo com a lama”. O leitor, que tem parentes que dependem do turismo em Regência, não quis detalhar a situação das pousadas na Vila e fez um apelo: “Quem não puder ajudar, não atrapalhe, por favor,”.
Nota: Hashtag é uma expressão bastante comum entre os usuários das redes sociais.
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