
Você que acompanha os procedimentos em torno do pedido de impeachment da presidenta Dilma Vana Rousseff, tem mais uma informação sobre o assunto: de acordo com dados que chegaram a nossa Redação na manhã desta quarta-feira (9), grupos da sociedade civil linharense estão nos detalhes finais da organização para um manifesto marcado para domingo (13).
A multidão sairá da Praça 22 de Agosto (o percurso será definido nesta quinta-feira - 10), e a concentração está marcada para as 13 horas. De acordo com o advogado Carlos Alberto da Silva, assim como ocorrerá em todo o Brasil, o manifesto terá como objetivo pressionar as autoridades (políticas e judiciais) a não permitirem que o processo de impeachment seja arquivado sem consequências para a presidenta Dilma.
Os grupos defendem que não há nenhum intuito de golpe e, sim, o processo legal previsto em nossa Constituição Federal. “A presidenta infringiu a lei de responsabilidade fiscal, ocultou de dívidas e tomou empréstimos ilegais com instituições financeiras públicas e não informou nas contas da União. Além de ser benevolente com a corrupção na Petrobrás quando ocupava o posto de presidenta do Conselho de Administração da estatal, quando foi ministra responsável e também na condição de presidenta da república”, disse o advogado.
Convite
Os organizadores convocam toda a sociedade: trabalhadores, donas de casa, estudantes, igrejas, enfim, todos que diretamente foram afetados, de acordo com o advogado Carlos Alberto da Silva, “pela irresponsabilidade com os gastos públicos do governo federal e que desejam o afastamento da presidenta para apuração das infrações alegadas no processo de impeachment”. A pessoa pode usar a veste que quiser, já que o ato é democrático. Haverá carro de som e a organização espera atrair o maior número de linharenses ao manifesto.
Saiba mais sobre Dilma Rousseff
Dilma Vana Rousseff, a atual presidente da República Federativa do Brasil, pelo Partido dos Trabalhadores, é economista e Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia e posteriormente da Casa Civil. Em 2010, foi escolhida pelo PT para concorrer à eleição presidencial, cujo resultado de segundo turno, anunciado em 31 de outubro, tornou Dilma a primeira mulher a ser eleita para o posto de chefe de Estado e chefe de governo em toda a história do Brasil. Em 26 de outubro de 2014 foi reeleita, novamente no segundo turno das eleições.
Nascida em família de classe média alta, interessou-se pelo socialismo durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964, e então ingressou na luta armada de esquerda: tornou-se membro do Comando de Libertação Nacional (COLINA) e posteriormente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) – ambas organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar.
Dilma passou quase três anos presa (1970–1972): primeiro pelos militares da Operação Bandeirante (OBAN), onde passou por sessões de tortura, e posteriormente pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Ela reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde, junto a Carlos Araújo, seu companheiro por mais de trinta anos, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e participou de diversas campanhas eleitorais.
De 1985 a 1988, durante a gestão de Alceu Collares à frente da prefeitura de Porto Alegre, exerceu o cargo de secretária municipal da Fazenda. De 1991 a 1993 exerceu o cargo de presidente da Fundação de Economia e Estatística e atuou como secretária estadual de Minas e Energia entre 1999 e 2002, durante o governo de Alceu Collares e o do sucessor Olívio Dutra.
Em 2001 decidiu filiar-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2002 participou da equipe que formulou o plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para a área energética. Posteriormente, foi escolhida para ocupar o Ministério de Minas e Energia.
Em 2005 Rousseff foi nomeada Ministra-chefe da Casa Civil, em substituição a José Dirceu, que renunciara ao cargo após o advento do chamado Escândalo do Mensalão.
Além de ser a primeira mulher presidente, Dilma também foi a primeira mulher a atuar como secretária da Fazenda de Porto Alegre, a primeira ministra de Minas e Energia do Brasil e a primeira chefe da Casa Civil, durante o Governo Lula.
Fonte: Wikipedia
Mín. 17° Máx. 30°