
Entre as manchetes veiculadas pelo jornal A Gazeta, impresso e online, na cobertura do rompimento das barragens em Mariana, Minas gerais, uma, postada no Gazeta Online nesta quinta-feira (19) e no G1 (repercussão nacional) deixa alguns políticos no mínimo constrangidos mediante à população: é que, conforme publicação do jornal, entre os membros da Comissão Interestadual Parlamentar (Cipe) para desenvolvimento sustentável da bacia do Rio Doce - formada por deputados estaduais de Espírito Santo e Minas Gerais - 12 receberam da mineradora Vale – e de cinco empresas controladas por ela –, R$ 388,7 mil na campanha eleitoral do ano passado.
O informativo esclarece que a Vale detém 50% das ações da Samarco, empresa que não aparece como doadora de campanha a políticos, conforme as prestações de contas dos candidatos, e que as doações são legais, informadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral e seguem as normas de transparência. Aparecem, inclusive, quando o recurso da empresa é repassado indiretamente do candidato ou do partido beneficiário original a outro.
Outra informação que ganha destaque, inclusive no subtítulo da manchete, é que o deputado de Linhares, Guerino Luiz Zanon, coordenador do grupo, recebeu R$ 98 mil.
Cabe aos 21 titulares e suplentes atuar na preservação e recuperação da bacia, tarefa ainda mais fundamental em virtude da tragédia provocada pelo rompimento das barragens da Samarco, em Mariana (MG).
A Comissão Interestadual Parlamentar (Cipe) para desenvolvimento sustentável da bacia do Rio Doce tem a responsabilidade de atuar na preservação e recuperação da bacia, tarefa ainda mais fundamental em virtude da tragédia provocada pelo rompimento das barragens da Samarco, em Mariana. Na publicação Zanon alega que não vai se “acovardar” e que sabe “da importância de uma Samarco, de uma Vale”, mas que não está preocupado com o que vai acontecer com elas, e sim com o povo.
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