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Lama no Rio Doce: “Que o rio vá morrer, é subjetivo”, diz doutor em ciências biológicas

“Operação Arca de Noé” poderá ser pior se não houver levantamento, afirma professores da Ufes

18/11/2015 às 07h20
Por: Redação
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Lama no Rio Doce: “Que o rio vá morrer, é subjetivo”, diz doutor em ciências biológicas

A Câmara municipal de Linhares convidou técnicos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), para receber orientações acerca do impacto ambiental que o município de Linhares pode sofrer com os rejeitos minerais vindos das barragens de Mariana, em Minas Gerais. Os profissionais foram destaque na sessão desta segunda-feira (16) e participaram os professores doutores da Ufes, Campus São Mateus, Luís Fernando Duboc, Alexandre Facco e Marcos Teixeira. A iniciativa contou com apoio de todos os vereadores.
O doutor em ciências biológicas Luís Fernando Duboc, que é estudioso da ictiologia de sistemas aquáticos continentais (estudo dos peixes), disse ser a primeira vez que eles, atuantes na área, foram convidados por um órgão público para consulta sobre a questão da lama tóxica que desce pelo Rio Doce. “Que o rio vá morrer, é subjetivo, porque o que está sendo atingido é a calha do rio que tem vários afluentes que mantêm a sua fauna, flora e ictiofauna (conjunto de espécies de peixes)”, disse ele.
O especialista afirmou que a chamada “Operação Arca de Noé”, para transferência de espécies, não seria recomendada: “Não há um levantamento das espécies de peixes da bacia do Rio Doce. O efeito poderia ser pior por falta desse levantamento”.
Luís Fernando Duboc recomendou uma centralização de informações sobre as consequências ambientais, experiência que deu certo em outros desastres ecológicos. Segundo Duboc, todos os questionamentos e respostas deveriam ser canalizados em um só gabinete para que houvesse consenso de informações e decisões, o que não está acontecendo.
Alexandre Facco, doutor em meteorologia agrícola e recursos hídricos e pesquisador da área de manejo de bacias hidrográficas do Norte do Espírito Santo, também falou em monitoramento. “Podemos pensar nos estudos e acompanhamentos dos efeitos nas matas ciliares (que ficam próximas dos rios), dos afluentes do Rio Doce”. Facco explicou que quando há uma vazão mais regular dos afluentes, a tendência é lavar mais rápido o manancial, diminuindo o efeito do assoreamento já existente e da lama de minério.
Para Marcos Teixeira, pesquisador de políticas públicas sobre o Meio Ambiente no Norte do Estado, falta mesmo fiscalização. Ele ainda sugeriu a constituição de um grupo de monitoramento de curto, médio e longo prazo, porque as medidas emergenciais estão sendo tomadas.
Fonte: Assessoria CML

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Quero meu Doce de voltaHá 11 anos ---Assassinaram meu rio :'(
De olho Há 11 anos ---Eu quero saber é do canal que leva água do rio para aracruz, quero saber quem assinou isso aí, os pescadores de regência estão sem possibilidade de pescar por que a água vai para a fábrica de celulose, quero saber ;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;.......
ass sourHá 11 anos ---esses dejetos jamais poderiam ser ao longo do tempo acumulados. teriam seus responsáveis donos a obrigação de reciclar tal material,(fazer tijolo). ACUMULAR NUNCA. SE VIRA .
Professor tambémHá 11 anos ---Subjetivo = individual, pessoal, particular.
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