
A greve dos bancários entra no 17º trazendo transtornos aos usuários. “Os caixas eletrônicos não atendem o que precisamos. Hoje mesmo a maior parte estava sem funcionar aqui e não consegui fazer o que precisava”, reclama Ildete Maria Silveira, quando estava na agência da Caixa Econômica da Avenida Nogueira da Gama, Centro de Linhares. No Banco do Brasil, na Avenida Jones Santos Neves, outra mulher tentava resolver um problema pedindo ajuda a um vigilante: não conseguiu.
A decisão da categoria de continuar com o movimento se deu após a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), rejeitar a nova proposta de reajuste de 8,75% feita pelos bancos nesta quarta-feira (21).
A proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) - de 8,75%, aplicáveis aos salários, benefícios e participação nos lucros – é a terceira apresentada e rejeitada pelos bancários. O reajuste pedido pela categoria é de 16%, com piso de R$ 3.299,66, e Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82. A proposta inicial apresentada pela Fenaban oferecia reajuste salarial de 5,5%, com piso entre R$ 1.321,26 e R$ 2.560,23.
Além do reajuste de 16%, com piso de R$ 3.299,66, e Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82, os bancários reivindicam vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 cada e também pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança.
Não há data definida para o fim da greve e a Febradan orienta os usuários a usar, além dos caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.
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